A violência contra mulheres cresce no período do carnaval. Esse é o alerta que a especialista em segurança feminina, Érica Paes, destaca nesses dias. Ela avisa que a importunação sexual lidera o ranking de denúncias, principalmente em transportes públicos.
– O gesto criminoso mais corriqueiro é o de encostar a genitália na vítima. Outra prática, que infelizmente é comum, é o ato do criminoso se masturbar dentro do transporte público – afirma a especialista.
“Empoderadas”, um projeto do governo do estado do Rio de Janeiro, tem uma programação de ações em transportes públicos para coibir e conscientizar sobre o assunto para as próximas semanas próximas ao carnaval.
Érica Paes criou o programa para informar e conscientizar sobre o combate ao assédio e agressões contra mulheres. Nos meses de fevereiro e março do ano passado, o projeto teve aumento de 300% na procura por inscrições de mulheres.
O projeto vai levar informações sobre o tema “Não é não”, orientações jurídicas, psicológicas e sociais nos vagões de metrô, VLT, nas barcas e rodoviária. Hoje houve um tatame na estação Praça XV das barcas para ensinar defesa pessoal.
Esse tipo de conhecimento é importante porque as mulheres criam mecanismos para se defender em situações de violência, como o caso da Denise Marques, que é aluna do polo da Beija-Flor de Nilópolis do Empoderadas.
Ela conta que um homem, recentemente, entrou no vagão feminino ofendendo mulheres.
– A discussão começou quando um homem entrou no vagão feminino e começou a ofender as mulheres presentes, então apertei o botão de emergência e relatei a situação a um funcionário. Ao ser retirado, o homem agrediu uma passageira que estava filmando. Na mesma hora, acionamos a polícia que o prendeu – conta a moça.
– Ressaltamos a importância do acionamento da Polícia Militar em casos de urgência e emergência. Também fornecemos dicas de segurança e ensinamos técnicas de verbalização e postura corporal para evitar a progressão criminosa. É importante ressaltar que a importunação sexual pode, em muitos casos, progredir para os crimes de estupro e feminicídio – completa Érica.
Com informações do g1.





