Escolas municipais da Zona Norte do Rio recebem projeto de grafite que busca ressignificar os espaços através da arte

Experimentar a arte do grafite é uma oportunidade que estudantes de escolas municipais da Zona Norte do Rio estão tendo a partir do “Projeto ZN de Cor + ação”. Idealizado há mais de um ano por Jhon, artista visual, o objetivo é ressignificar espaços e gerar conexões. O projeto cresceu e as artes chegaram nos…

Experimentar a arte do grafite é uma oportunidade que estudantes de escolas municipais da Zona Norte do Rio estão tendo a partir do “Projeto ZN de Cor + ação”. Idealizado há mais de um ano por Jhon, artista visual, o objetivo é ressignificar espaços e gerar conexões.

O projeto cresceu e as artes chegaram nos muros de quatro escolas públicas espalhadas pela Zona Norte.

“Sempre que eu precisava ir pra um evento artístico, uma exposição, eu precisava atravessar o túnel e ir até o centro ou a Zona Sul. Essa carência fez com que eu conseguisse pensar num formato, e aí começou esse projeto que a gente visa ressignificar espaços através da arte realmente. Gerar essas conexões com artistas, com público passante”, detalha John.

“Muito legal, a escola vai ficar bem enfeitada. Já era bonita agora tá muito mais”, disse Caíque Ricardo, estudante de 10 anos.

Na Escola Municipal França, em Quintino, os estudantes puderam grafitar pela primeira vez na vida. Eles detalham o que a arte inspira, media conhecimento de novas culturas e que sentem até mais vontade de ir às aulas.

“Quando você segura o spray, dá vontade de nunca mais soltar. É uma forma de expressão, de deixar com a cara dos alunos. Quando o muro era liso, era só uma escola; acho que fica mais interessante, dá até mais vontade de vir”, conta Manuela Cardoso.

“Gostei da hora que a gente tava pintando, aí o tio tava explicando pra gente do mesmo jeito que ele tava pintando. A arte tem um cultura: tem arte com cultura africana, negra, outras culturas que tem, dos índios…”, disse Pedro Henrique.

“Amei a experiência única. Vou ver pra continuar fazendo, uma coisa que eu realmente gostei. Eu já desenhava, mas pintar com spray, grafitar, foi uma experiência que eu amei”, afirmou Leticia Amorim.

“A ideia de trazer pras escolas é fazer essa girada de chave. Mostrar pros jovens que eles podem fazer isso e ter esse acesso através da arte.A partir do momento q você aperta o spray, é o start, é a virada de chave na cabeça deles. Eu acho que dali eles conseguem entender que podem fazer muito mais do que já fazem”, disse Jhon.

Para Marília Leal, diretora da escola, o Projeto ZN tem contribuído com o trabalho pedagógico que vem sendo feito dentro da sala de aula.

“Ele veio acrescentar ao nosso projeto pedagógico que é: nós em busca de paz. Desenvolver o que o aluno se sinta bem, que a escola seja uma seguimento da sua casa, que ele encontre apoio”, expressa Marília.

Esse projeto anda de mãos dadas com mais dois artistas fotógrafos. Paula Lles, artista visual, expõe as transformações que a iniciativa gerou em sua vida.

“Pra mim é muito forte, porque é um trabalho que me coloca num lugar em que me enxergo tendo um propósito, meu trabalho tendo um propósito. Eu sou arquiteta e urbanista, principalmente urbanista, e eu reconheço muito a importância, o impacto que a arte tem na cidade, na convivência, no cotidiano das pessoas, nos alunos das escolas principalmente. Então, fazer parte do ZN é estar no espaço que eu me sinto realizando, alguma coisa eu prol do que eu acredito realmente”, desabafa.

Com informações do g1.

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