O trânsito no Rio de Janeiro registrou uma queda na manhã seguinte ao ataque histórico sofrido após a morte de um miliciano. A comparação foi feita pelo Centro de Operações Rio (COR).
Às 7h desta terça-feira, a cidade tinha 42 km de congestionamentos. A média do mesmo horário nas últimas 3 terças foi de 72 km, uma redução de 41%.
Às 8h, a diferença foi maior: 75 km de filas ante a média de 123 km, ou 39% de queda.
Um dos motivos foi a diminuição da frota de ônibus e BRT desde as primeiras horas da manhã. Às 8h, os ônibus comuns operavam com 80% do normal. Já o corredor Transoeste, do BRT, tinha intervalos irregulares.
O ramal Deodoro-Santa Cruz chegou a ter impactos na circulação e não ofereceu viagens expressas nem partidas da estação Campo Grande. Mesmo assim, segundo a concessionária, não foi registrada superlotação nas estações e vagões.
Os estudantes também foram impactados e não tiveram aulas nesta manhã. Vinte escolas municipais não abriram, enquanto unidades estaduais registraram baixa presença.
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na Zona Sul, abriu as portas para abrigar estudantes e funcionários que não conseguissem voltar para casa. Outras universidades, como Uerj, UFRRJ e Unirio suspenderam as atividades presenciais.
Seis Clínicas da Família também não tiveram expediente na região de Três Pontes, Cesarão e Rola, em Santa Cruz.
A rotina do carioca foi impactada por um ataque criminoso depois da morte de um miliciano em Santa Cruz na tarde desta segunda-feira (23). Matheus da Silva Rezende era o número 2 na chefia da milícia do Zinho, e sobrinho do criminoso Luís Antônio da Silva Braga.
Trinta e cinco ônibus foram incendiados, além de um trem e diversos carros. O governador Cláudio Castro (PL) fala em terrorismo. Ao menos doze pessoas foram detidas pela Polícia Militar.
Com informações do g1.





