Nascido e criado na comunidade do Rodo, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, Marlon Brandon Coelho Couto Silva, o MC Poze do Rodo, é um dos nomes mais populares do funk brasileiro. Conhecido por transformar a realidade da periferia em rimas que alcançam o topo das paradas, o cantor foi preso nesta quinta-feira (29), por apologia ao crime. Ele também é investigado por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
Antes de alcançar os palcos, Poze teve uma juventude marcada por episódios de envolvimento com o crime. Ele já chegou a ser preso por tráfico e associação criminosa.
Aos 26 anos, o cantor acumula cerca de 15 milhões de seguidores nas redes sociais e ouvintes mensais nas plataformas de streaming. Sua trajetória na música começou em 2019, quando viralizou com o hit ‘’Os Coringas do Flamengo’’, aclamada entre torcedores do clube carioca.
Na sequência, músicas como “Tô Voando Alto” e “Me Sinto Abençoado” consolidaram sua identidade musical.
Em 2019, o funkeiro foi detido em Sorriso, no Mato Grosso, durante um show, sob acusações de apologia ao crime, corrupção de menores e tráfico. Em 2020, foi considerado foragido pela polícia do Rio, que investigava sua ligação com o tráfico de drogas e a facção Comando Vermelho .
Mesmo com as polêmicas, o artista manteve sua carreira ativa e, em 2022, lançou seu primeiro álbum de estúdio, “O Sábio”. Outros sucessos são: “A Cara do Crime” e “Eu Fiz o Jogo Virar”.


Pai de cinco filhos: Júlia, Miguel, Laura, Jade e Manuela, MC Poze reside atualmente no Recreio dos Bandeirantes, também na Zona Oeste. Apesar da mudança de cenário, ele continua levando para os palcos e para a internet o retrato das favelas cariocas. Em entrevistas, o cantor já se defendeu sobre as acusações de apologia ao crime.
“Nada nessa vida vai mudar minha essência cria, onde tudo começou foi com esse tipo de música. Tem umas do meu passado que eu canto, mas oriento para as crianças não cantarem. Eu tenho que ter esse controle mesmo, porque é muita criança que me me vê, né?”, contou em conversa no Profissão Repórter.
Em novembro de 2024, o funkeiro também foi investigado na Operação Rifa Limpa, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A operação apurava a realização de sorteios ilegais nas redes sociais por influenciadores digitais, incluindo MC Poze e sua esposa, a influenciadora Viviane Noronha.
Na ocasião, foram apreendidos na residência do casal joias, carros de luxo e eletrônicos.
Prisão recente
Nesta quinta-feira (29), Poze foi novamente preso por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro. A detenção ocorreu em sua casa, localizada em um condomínio de luxo.
As investigações da DRE apontam que Poze é suspeito de apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo a polícia, o artista realiza apresentações musicais exclusivamente em áreas dominadas pelo Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do estado.
Nessas ocasiões, a presença ostensiva de traficantes armados com fuzis seria empregada para garantir a segurança tanto do cantor quanto dos eventos.






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