Preso em flagrante pela Polícia Federal por porte ilegal de armas e munições, o empresário Francisco D’Elia Filho, de 57 anos, é investigado por suspeita de subornar quatro policiais — três federais e um militar — para se passar por agente da PF e produzir dossiês contra desafetos.
De acordo com as investigações, o empresário teria pago propina para receber um “kit policial”, composto por distintivo, arma, carteira funcional e até uma viatura com sirene e giroflex, todos falsos e fora dos padrões oficiais da corporação.
A Polícia Federal aponta como envolvidos no esquema:
- o policial federal aposentado Josias João do Nascimento;
- o também aposentado Nylo Sérgio Silva;
- o perito papiloscopista Johny Schanuel da Silva;
- e o sargento Rodrigo Coutinho Fernandes, da Diretoria-Geral de Saúde da Polícia Militar.
Como o esquema funcionava
A fraude veio à tona durante a Operação Cash Courier, deflagrada em março, que apurava um grupo especializado em tráfico internacional de armas liderado por Nascimento.
A análise do material apreendido revelou outro esquema: o grupo agora investigado cobrava pagamentos mensais de Filho para evitar a abertura de um inquérito.
Segundo a PF, os suspeitos entregaram ao empresário uma carteira funcional e um distintivo da corporação, permitindo que ele se apresentasse ilegalmente como policial.
Medidas judiciais
A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e diversas medidas cautelares contra os suspeitos.
Entre elas estão:
- afastamento imediato das funções, com entrega de armas, distintivos e carteiras funcionais;
- bloqueio de acessos aos sistemas da PF e da PM;
- proibição de sair do país ou do município sem autorização judicial, com entrega do passaporte;
- proibição de contato entre os investigados;
- proibição de entrar em unidades da Polícia Federal.
Agenda do Poder tenta contato com a defesa dos investigados. O espaço está aberto para manifestação.






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