O Banco Central (BC) publicou hoje um vídeo nas redes sociais em que ironiza as notícias falsas que estão circulando sobre o Pix, como a de que haverá taxação de operações ou quebra do sigilo bancário. No vídeo, o BC ataca novamente com sua faceta autointitulada “BC cincero” citando o hit “Descer pra BC”. E reforça que nada muda nas regras do Pix e alerta para novos golpes.
“BC na área full pistola, porque vocês decidiram descer para BC no comecinho do ano com essa lorota de que o Pix vai ser cobrado. Nada muda nas regras do Pix, bebê. Se você fazia Pix gratuitamente, vai continuar fazendo. Não tem nenhuma tarifa nenhuma, ninguém vai quebrar seu sigilo e espionar para quem você está fazendo Pix” diz o texto lido por um locutor no vídeo animado.
No instagram, o post se dirige aos “amantes de teorias da conspiração e caçadores de tarifas em serviço de pagamento gratuito” para desmentir os boatos.
O “BC sincero” é uma nova abordagem do BC nas redes sociais que trata dos assuntos da autarquia com uma linguagem leve, cheia de memes e com humor ácido. Veja aqui outras 5 publicações engraçadinhas da versão descontraída da autoridade monetária nas redes, parte de uma estratégia para ampliar seu alcance nas redes e combater a desinformação.
Na publicação desta quarta, o BC ainda diz que não vai deixar mentiras se espalharem: “Se o tio do zap espalhador de fake alugar um prédio na cabeça com essa história de que o Pix vai ser cobrado, a gente vai lá e derruba. Não acreditem em qualquer lorota que vocês ouvem por aí.
Por fim, o vídeo faz um alerta para os novos golpes que estão circulando a partir das fake News. Criminosos estão enviando boletos para as pessoas cobrando a taxa pela utilização do Pix, com o logotipo da Receita Federal.
A publicação ocorre após uma medida da Receita Federal gerar uma série de desinformação, fake News e dúvidas, especialmente sobre o Pix. Após a forte repercussão negativa, o governo resolveu revogar a norma.
A instrução normativa, porém, não tinha nenhuma novidade específica sobre o Pix. O órgão passou a exigir das chamadas fintechs a partir de 1º de janeiro algo que já era cobrado dos bancos tradicionais: notificar movimentações globais a partir de um determinado valor.
Movimentações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas em Pix ou em outras transações financeiras, como TED e cartão de débito seriam informadas à Receita. Com o recuo do governo, fica valendo as regras anteriores, que demandavam o envio ao fisco das movimentações que superassem R$ 2 mil, no caso de pessoas físicas, e apenas de bancos.
Queda no número de transações
Conforme levantamento realizado pelo GLOBO com base nos dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do BC, mostrou forte queda no número de operações do Pix nos últimos dias. Entre 4 e 10 de janeiro, o número de transações foi de 1,25 bilhão, uma queda de 10,9% ante o mesmo período de dezembro.
O levantamento compara a variação entre dois meses consecutivos desde a criação do Pix, em novembro de 2020.O maior recuo no número de transações nesse intervalo havia ocorrido em janeiro de 2022 na comparação com o mês anterior (-7,5%).
O intervalo entre 4 e 10 concentra o maior volume de transferências de cada mês, já que inclui as datas em que a maioria dos salários é paga. Ou seja, esse período de análise ajuda a retirar a sazonalidade das movimentações.
Tradicionalmente, ocorre uma redução no número de transações Pix entre o início de dezembro e janeiro. No último mês do ano, há um componente sazonal forte, com a entrada do 13º salário e as compras de Natal.
No início de 2025, porém, não só a queda ante dezembro foi mais forte, como o número de transações de 4 a 10 de janeiro também ficou aquém do mesmo período de novembro, outubro e setembro de 2024.
Isso é atípico para o Pix, que virou um sucesso absoluto e revolucionou a forma que a população brasileira lida com o dinheiro. As transações pelo meio de pagamento crescem de forma praticamente ininterrupta desde sua criação. Além dos meses de janeiro de 2025, 2024, 2023 e 2022, o único recuo mensal, no período de 4 a 10 de cada mês, foi em julho do ano passado.
Para o BC, a variação em janeiro está dentro do padrão sazonal.
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