Em 12 meses, a área desmatada na Amazônia Legal ficou em 9,1 mil quilômetros quadrados, o que representa uma queda de 22,3% no período. A informação foi divulgada nesta quinta (9) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com base no monitoramento feito pelo sistema Prodes. Trata-se da menor taxa desde 2019.
A taxa anunciada é referente ao período de agosto de 2022 e julho de 2023. O intervalo que vai do meio de um ano ao meio do ano seguinte é o ano-referência que o Inpe usa para estimar o desmatamento anual.
O resultado positivo veio após quatro anos de altas taxas de desmate registradas durante o governo Bolsonaro. Esta foi a primeira vez desde 2018 que a área desmatada calculada anualmente pelo Inpe ficou abaixo de 10 mil km².
Se considerado apenas os meses do governo Lula, entre janeiro e julho de 2023, a redução foi de 42% em relação ao mesmo período registrado no ano passado.
A ministra do Meio Ambiente, Marina SIlva, ressaltou a responsabilidade que as taxas registradas durante o governo Bolsonaro pesaram para que um resultado mais positivo não fosse alcançado
— Conseguimos uma redução de 22% do desmatamento mesmo tendo uma ‘contratação’ de 6 mil km² (de área desmatada) do governo Bolsonaro — afirmou a ministra.
O Prodes registrou sua marca mais alta em 2004, quando 27,7 mil km² foram desmatados na Amazônia Legal. Da outra ponta, o melhor resultado já alcançado foi de apenas 4,5 mil km² desmatados, em 2012.
O desmate na Amazônia Legal, no entanto, vinha crescendo desde 2015 e chegando a 13 mil km², em 2021. O índice só voltou a cair no último ano do governo Bolsonaro, em 2022, com a marca de 11.594 km².
— Desde janeiro, quando assumimos o governo, o presidente Lula assumiu o compromisso com o desmatamento zero até 2030. Grande parte desse desmatamento vem da Amazônia. Nós sabíamos que era um desafio muito grande — disse Marina.
Segundo a ministra, o resultado é fruto de um trabalho em conjunto de vários órgãos do governo e agradeceu ao apoio emergencial fornecido pelas Forças de Segurança, e às ações de fiscalização do crime ambiental nestes primeiros meses do novo governo.
— É um trabalho que já tínhamos um know-how da nossa gestão anterior. Agora atualizamos e estamos vendo esses resultados — acrescentou.
Com informações de O Globo





