O ex-ajudante de ordena do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, já ofereceu três temas aos investigadores da Polícia Federal em sua proposta de delação premiada: joias sauditas, cartão de vacinação e golpe de Estado, informa Andréia Sadi, em seu blog no G1.
Para os investigadores, que aceitaram os temas oferecidos, está clara a implicação de Jair Bolsonaro em alguns episódios narrados na proposta detalhada por Cid, apesar de Cezar Bittencourt, o advogado que defende o ex-ajudante de ordens, vir a público reiteradas vezes dizer que Cid não “aponta o dedo’’ para ninguém.
Integrantes do Ministério Público Federal, segundo apurou Andréia, se manifestaram contra a delação de Cid. A PF, porém, tem autonomia para celebrar acordos, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018.
Como lembram fontes estão envolvidas na investigação e que acompanham a delação, ‘Cid não tinha autonomia para tomar decisões’, como fez parecer Bolsonaro em declaração de 18 de agosto.
Cid será chamado para prestar novos depoimentos a partir da semana que vem. A expectativa de sua família é que ele seja liberado para cumprir prisão domiciliar, mesmo que com tornolezeira eletrônica, apesar de ele não querer usá-la.
A partir dos depoimentos de Cid, novas diligências serão tomadas, entre elas, prisões e buscas. Isso causa preocupação no entorno bolsonarista, que se diz no ‘’escuro’’ com as informações de delação premiada aceitas pela Polícia Federal.





