A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) apontou Guilherme Boulos (PSOL)como “herdeiro de Lula” durante evento, nesta terça-feira (22), na região central de São Paulo, em apoio à chapa pela prefeitura da capital, prestigiada políticos, artistas e intelectuais progressistas.
Em discurso no Teatro Gazeta, Marta disse que “a gente vai percebendo quando as pessoas têm uma estrela” e comentou que falou sobre Boulos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT).
– Outro dia eu liguei pro Lula, viu? [E disse para ele]: ‘Pode ficar tranquilo. Você já tem herdeiro’. E ele deu uma risada gostosa-, disse Marta, que recebeu aplausos efusivos da plateia após a fala.
Em entrevista aos jornalistas ao fim do evento, Boulos tratou de minimizar o assunto e disse que não é o momento de debater o tema.
– Isso não é uma discussão para ser feita neste momento. O presidente Lula é a maior liderança que esse país produziu, é presidente do país. Meu foco absoluto é trabalhar para ganhar a Prefeitura de São Paulo e fazer da nossa cidade uma cidade mais justa – disse o candidato.
Durante o evento, o candidato disse que é hora de “olho no olho” e reforçou que a extrema direita quer fazer São Paulo de trampolim pra voltar ao poder no Brasil em 2026. Boulos lembrou que houve viradas no pleito municipal nas eleições de Luiza Erundina, em 1988, e Fernando Haddad, em 2012, e destacou que agora é hora de união.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que participou do evento, junto com o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ambos do PSB, disse que a gestão do prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), tem deixado a Prefeitura com déficit nas contas e insinuou que o emedebista tem quebrado a administração para vencer a disputa no próximo domingo.
– Quebrar governo para tentar ganhar eleição é subestimar a inteligência e a capacidade de julgamento das pessoas – afirmou Alckmin após o ato realizado no Teatro Gazeta.
Durante o evento, Alckmin mostrou que usava um par de meias com o número 50, do PSOL. Boulos comentou o gesto e disse que era um símbolo da união contra a extrema direita neste segundo turno.
– O Alckmin tem uma coleção de meias coloridas. Eu presenteei e na hora ele tirou a meia que ele estava e botou a meia do 50, fez questão de colocar. Eu acho que isso simboliza o que está em jogo nesta eleição do próximo domingo – afirmou Boulos.
– O vice-presidente Geraldo Alckmin se colocou há dois anos como um grande defensor da democracia neste país e fez uma aliança com quem ele teve diferenças em outros momentos que foi o presidente Lula. E agora neste momento ele entendeu também que aqui em São Paulo é uma batalha que expressa também a necessidade de derrotar esse campo de extrema direita, de ódio de mentira, e por isso se juntou com tanta força à nossa campanha – continuou Boulos.
Alckmin, que apoiou a candidatura da deputada Tabata Amaral (PSB) no primeiro turno, defendeu o nome de Boulos como a melhor opção para administrar a cidade e elogiou o psolista.
– Eu estou convencido de que o Boulos é a mudança, que tem tudo para fazer o governo mais perto da população e quem ouve mais erra menos”, afirmou.
Em entrevistas aos jornalistas, o ministro Márcio França citou o nazismo e a união do mundo pela democracia no passado, e disse que a gestão Nunes é o “ovo da serpente”.
– Aqui em São Paulo está sendo gestado o ovo da serpente e a gente vai fazer de tudo o que for possível para evitar que ele nasça de novo – disse França.
Com informações do Metrópoles.





