Em 6º dia de missão, tripulação da Artemis chega à Lua; saiba o que acontece agora

Missão tripulada da Nasa atinge ponto mais distante da Terra e realiza passagem pelo lado oculto lunar

Os quatro astronautas da missão Artemis II iniciaram, na madrugada desta segunda-feira (6), a etapa final do sobrevoo ao redor da Lua, um dos momentos mais aguardados da missão. A tripulação viaja a bordo da cápsula Orion desde o lançamento realizado na Flórida na semana passada.

A fase decisiva começou às 1h42 no horário de Brasília e marca um dos pontos mais críticos da jornada, que tem duração prevista de quase dez dias. Trata-se do primeiro voo de teste tripulado do programa Artemis, desenvolvido pela Nasa.

Rotina da tripulação e cronograma do voo

Os astronautas retomam as atividades ao longo do sexto dia da missão com uma agenda que inclui observações científicas e registros visuais. O momento central ocorre no período da tarde, quando a nave realiza a passagem mais próxima da Lua.

O sobrevoo está programado para mergulhar a tripulação em uma fase de escuridão, acompanhada por interrupções temporárias de comunicação. Isso ocorre porque a Lua bloqueia o contato com a rede de antenas utilizada pela Nasa para comunicação com a espaçonave.

Mais tarde, a missão alcança seu ponto mais distante da Terra, a cerca de 406.700 quilômetros. A marca supera em aproximadamente 6.600 quilômetros o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, mantido por mais de cinco décadas.

Passagem pelo lado oculto da Lua

Durante o sobrevoo, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen percorrem o lado oculto da Lua, região que não é visível da Terra.

A nave deve operar a cerca de 6.400 quilômetros acima da superfície lunar, oferecendo uma perspectiva rara do satélite natural. Nesse ponto, a Terra aparece ao fundo como um objeto reduzido, contrastando com a vastidão do espaço.

A fase sem comunicação deve durar aproximadamente seis horas, período em que a equipe realiza registros fotográficos detalhados da silhueta lunar, incluindo imagens da luz solar contornando a superfície, em um fenômeno semelhante a um eclipse.

Registro científico e transmissão

Os astronautas utilizam câmeras profissionais para capturar imagens que podem contribuir para estudos científicos sobre a superfície e a iluminação lunar. Ao emergir do outro lado da Lua, a cápsula proporcionará uma visão do surgimento da Terra no horizonte lunar, fenômeno comparável ao nascer da Lua visto da Terra.

As imagens e transmissões da missão são acompanhadas por uma equipe de cientistas no Centro Espacial Johnson, em Houston, que registra e analisa as observações feitas em tempo real pela tripulação.

O momento é considerado um dos marcos da missão Artemis II, que prepara o caminho para futuras explorações tripuladas mais profundas no espaço, incluindo o retorno de humanos à superfície lunar nas próximas etapas do programa.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading