A leitura mais minuciosa da pesquisa Quaest divulgada agora de manhã aponta algumas tendências que, embora não necessariamente definitivas, traçam um desenho novo da opinião dos eleitores do Rio de Janeiro quanto à eleição para governador. Em alguns aspectos, novo e surpreendente.
Por exemplo: embora seja reconhecido por sua força na Baixada e no interior do Estado, o governador Cláudio Castro está crescendo na capital, ainda que dentro da margem de erro: de 24% para 26%.
Freixo, por sua vez, faz movimento oposto: perdeu votos na capital desde a última pesquisa, e em índice acima da margem de erro: caiu de 30% para 25%.
Naquilo em que um candidato cresce enquanto o outro cai, o efeito torna-se mais relevante.
Na Baixada, Cláudio Castro manteve seu índice anterior – 26% – enquanto Freixo perdeu 1 ponto, dentro da margem de erro, caindo de 20% para 19%.
No entanto, Freixo teve queda significativa no interior: de 18% para 12%, enquanto Castro perdeu 3 pontos, de 27% para 24%.
Os dados completos sobre o voto por região indicam que o crescimento de Castro na capital mexeu mais fortemente no tabuleiro da eleição.
POBRES E RELIGIOSOS
Não é exagero afirmar, pelo menos com base nesta pesquisa Quaest, que a opinião do eleitorado mais pobre e do eleitorado religioso está atrapalhando a campanha de Freixo e, talvez, por dedução, também a do seu candidato à presidência, Lula, que acaba de ser alcançado por Bolsonaro no Rio.
Freixo caiu de 20% para 14% entre os eleitores que ganham até 1 salário mínimo.
Neste segmento, Claúdio Castro manteve-se com os mesmos 20% nas duas últimas pesquisas.
Quanto à religião, Freixo caiu de 23% para 19% entre os católicos e de 14% para 11% entre os eleitores evangélicos.
Castro também teve uma queda entre evangélicos – de 30% para 26% – mas cresceu entre os catolicos – de 29% para 31%.
RESULTADOS MÉDIOS
Veja os gráficos das pesquisas estimulada e espontânea da Quaest:









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