Eduardo Paes, Mercadante e Jeffrey Sachs se reúnem no Rio para debater nova ordem econômica em encontro preparatório do G20
O prefeito Eduardo Paes, o presidente do BNDES, Aluizio Mercadante, e o renomado economista americano Jeffrey Sachs estiveram presentes hoje, no Rio, na reunião que debateu os rumos da nova ordem global, preparatória para a cúpula do G20 que será realizada no estado. O encontro, com personalidades e especialistas, aconteceu no Palácio da Cidade e…

O prefeito Eduardo Paes, o presidente do BNDES, Aluizio Mercadante, e o
renomado economista americano Jeffrey Sachs estiveram presentes hoje, no Rio,
na reunião que debateu os rumos da nova ordem global, preparatória para a cúpula
do G20 que será realizada no estado. O encontro, com personalidades e especialistas, aconteceu no Palácio da Cidade e marcou mais um avanço nos debates do T20 (Think 20), um dos mais importantes subgrupos do G20, que reúne as maiores economias do mundo.
A nova reunião da cúpula do T20 acontecerá no Rio de Janeiro. A decisão foi
anunciada pelo presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais
(Cebri), José Pio Borges, na abertura do seminário “Thinking 20, a
Global Orderfor Tomorrow”, com a participação do presidente do BNDES,
Aluizio Mercadante, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do economista e
professor da Universidade de Columbia, Jeffrey Sachs.
O T20 é um “banco de ideias” para o G20, com especialistas de alto nível
para discutir questões políticas relevantes e temas como macroeconomia,
comércio internacional, digitalização tecnológica, energia limpa e
multilateralismo.
– A retomada do protagonismo abre caminho para que o Rio, uma
verdadeira cidade global, se faça ouvir nas discussões sobre a
reforma do sistema financeiro internacional. E mais do que isso, para
que possa assumir a tarefa de liderar as transformações necessárias
nas cidades. O G20 é, neste momento, a nossa Olimpíada do PIB. As
reuniões e a agenda reformista do grupo podem aproximar projetos e
políticas públicas com seu financiamento. Com o G20, temos
a chance histórica de receber, ao longo de um ano, tomadores de decisão
que afetam a economia de todo o mundo – afirmou Eduardo Paes.
As recomendações do T20 são apresentadas aos grupos de trabalho do G20,
reuniões ministeriais e de cúpula de líderes para ajudar a definir medidas
políticas concretas. No fim deste ano, o Brasil assume, pela primeira vez, a
presidência do G20. A reunião de Cúpula do grupo também será no Rio de Janeiro,
prevista para os dias 18 e 19 de novembro.
– Esse seminário é um evento preparatório e o primeiro de
muitos. Na medida em que os temas do G20 forem definidos, uma série de
eventos o ocorrerá ao longo do próximo ano. E hoje anúncio
que o Comitê Organizador do T20 elegeu a cidade do Rio para a
realização da cúpula. Ela será um marco importantíssimo do
processo político do G20, pois é nela que se entrega as recomendações para
a presidência do G20. A realização da cúpula do T20, presidida pelo
Brasil, é um grande desafio e contamos com a participação e apoio de
todos – disse José Pio Borges.
Para o presidente do Comitê Rio G20, Lucas Padilha, o T20 terá uma
grande importância para a cidade do Rio antes do encontro do G20.
– A partir de novembro começa a presidência brasileira do G20, o
Rio de Janeiro se posiciona como a capital do G20 em 2024. O que isso
significa? É uma estratégia da Prefeitura do Rio de aproximar os grupos de
engajamento do G20, entre eles o T20. Trata-se de uma cúpula
importante para formação da opinião pública, das opiniões dos governos e
para pautar o G20.
O governo federal definiu o Comitê Organizador do Think 20 Brasil (T20
Brasil), formado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a
Fundação Alexandre de Gusmão (Funag) e o Centro Brasileiro de Relações
Internacionais (Cebri), que mobilizará centros de pesquisa
e think tanks e contribuirá com a produção do pensamento
estratégico dentro do G20.
— O G20 é um fórum que apresenta cada vez mais um papel
importante na coordenação econômica, na busca da estabilidade financeira
global e no desenho de novas fontes de financiamento para o
desenvolvimento sustentável. E o T20 tem uma continuação importante a dar,
justamente porque ele permite uma visão de conjunto, diferentemente de
outros grupos de engajamento – declarou a diretora
da Funag, Márcia Loureiro.
— A agenda de desenvolvimento é fundamental para o Brasil. Nosso
país, com toda a força que tem sido colocada na agenda
internacional, também pode se colocar no debate e pode, ainda
que não influenciediretamente a agenda, mas que coloque em debate
questões relevantes dentro da agenda do G20, deixando um legado da
presidência brasileira para o futuro – disse a presidente do Ipea,
Luciana Servo.
O objetivo do seminário internacional “Thinking 20, a
Global Order for Tomorrow” foi dar um passo na preparação do
Brasil para a presidência do Think 20 (T20), em 2024. Por isso, uma das vozes
mais importantes nas lutas a favor da sustentabilidade e contra a pobreza
mundial, o economista e professor da Universidade de Columbia, Jeffrey Sachs.
Jeffrey Sachs ministrou uma palestra no painel “Mundo em transformação:
perspectivas e desafios globais”. Sachs é copresidente, juntamente com o
prefeito Eduardo Paes e a prefeita de Paris Anne Hidalgo, da Comissão Global
para Finanças Urbanas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esse
comitê tem por objetivo fortalecer o financiamento internacional nas cidades e,
globalmente, para alcançar os ODS definidos pela Organização das Nações Unidas
(ONU).
— Minha proposta básica para o G20 é focar no que precisa ser
feito, no que nós dissemos que precisa ser feito. Foquem
nos objetos de desenvolvimento sustentável, no Acordo de Paris e
na convenção de biodiversidade. E foquem nas necessidades
financeiras de quem precisa – afirmou Jeffrey Sachs.
Também participaram do seminário Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o
embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e
Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, o embaixador André Corrêa do
Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações
Exteriores, Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais do
Ministério da Fazenda, Luciana Servo, presidente do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), a embaixadora Marcia Loureiro, presidente
da Fundação Alexandre Gusmão (FUNAG), e José Pio Borges, presidente do
Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).




