Um eclipse lunar poderá ser observado parcialmente no Brasil na madrugada da próxima terça-feira (3). O fenômeno astronômico acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, criando o efeito conhecido como “Lua de Sangue”, marcado pela coloração avermelhada do satélite natural.
De acordo com a Nasa, o evento começa às 5h44 (horário de Brasília), com a entrada da Lua na penumbra. A fase parcial terá início às 6h50, enquanto a totalidade — quando o astro fica completamente encoberto pela sombra da Terra — ocorre entre 8h04 e 9h03. O término está previsto para 11h23.
No Brasil, a observação será limitada. O eclipse poderá ser visto parcialmente nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia, além da faixa oeste do Mato Grosso e do Pará. Quanto mais a oeste do continente, melhores serão as condições de visualização.
Por que o fenômeno não será visto por completo no País
A visibilidade restrita ocorre porque a Lua estará nascendo no momento em que o eclipse já estiver em andamento. Isso impede que todas as fases sejam acompanhadas a partir do território brasileiro.
Mesmo assim, grande parte da América do Sul também terá visão parcial do fenômeno. A totalidade poderá ser observada ao entardecer no leste da Ásia, na Austrália e em áreas do oceano Pacífico. Já na América do Norte e Central e no extremo oeste sul-americano, o ápice ocorrerá nas primeiras horas da manhã.
Para quem estiver fora das regiões com visibilidade, o portal Time and Date (https://www.timeanddate.com/eclipse/lunar/2026-march-3) fará a transmissão ao vivo do eclipse pela internet.
Entenda por que a Lua fica vermelha
O eclipse lunar total ocorre sempre durante a Lua Cheia, quando há alinhamento entre Sol, Terra e Lua. Nesse momento, a luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar o satélite natural.
As cores de menor comprimento de onda, como azul e violeta, se dispersam na atmosfera. Já os tons de vermelho e laranja conseguem atravessar esse caminho e iluminam a superfície lunar, criando o efeito avermelhado.
Segundo a agência espacial norte-americana, o processo é semelhante ao que acontece no nascer e no pôr do sol, quando a luz percorre uma distância maior na atmosfera e os tons quentes predominam na paisagem.





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