Familiares da mulher morta a facadas na Rocinha, Zona Sul do Rio, nesta terça-feira (23), usaram as redes sociais para desabafar sobre o crime. A vítima, Géssica Oliveira de Souza, de 36 anos, estava grávida de cinco meses. O bebê também não resistiu.
O principal suspeito do crime é o namorado dela, Augusto Dias da Silva, preso poucas horas depois ao tentar deixar o estado, rumo a Minas Gerais.
“Hoje não é estatística. Hoje foi minha tia. Mais uma mulher assassinada simplesmente por ser mulher. Mais uma mãe, tia e irmã arrancada de forma brutal. E a pergunta é a mesma: até quando vamos tolerar isso? Não foi acidente. Não foi impulso. Foi feminicídio. Foi ódio, controle e covardia sustentados por uma sociedade que relativiza a violência contra as mulheres”, escreveu duardo Santrelli, sobrinho de Géssica.
Santrelli expressou ainda a indignação e dor diante do crime: “Chega de silêncio. Chega de desculpas. Chega de normalizar o inaceitável. Hoje escrevo com dor, luto e revolta, porque minha tia tinha nome, história e família, e nada justifica o que foi feito com ela”.
Prisão
Augusto Dias da Silva, suspeito de matar a namorada, foi detido ainda na terça.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), com apoio da 5ª DP (Mem de Sá), que identificou a tentativa de fuga do suspeito. Após a prisão, ele foi encaminhado para a delegacia, onde ficará à disposição da Justiça.
Violência contra a mulher
Mais de 154 mil mulheres foram vítimas de violência no Estado do Rio de Janeiro em 2024, segundo o Dossiê Mulher 2025. O número equivale a 18 mulheres agredidas por hora, em diferentes formas de violência.
Em 2024, o Rio registrou 107 casos de feminicídio, sendo quase dois terços dentro de casa. Mais da metade das vítimas já havia sofrido outros tipos de violência, e 71% eram mulheres negras. Quase 60% dos autores possuíam antecedentes criminais.






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