Dona de clínica onde influencer e modelo de Brasília fez procedimento estético e acabou morrendo é presa pela polícia de Goiás

Procedimento teria sido feito pela própria acusada

Grazielly da Silva Barbosa, dona da clínica estética Ame-se, de Goiânia, foi presa pela Polícia Civil de Goiás suspeita de crimes contra as relações de consumo, nesta quarta-feira (3). A modelo brasiliense e influenciadora digital Aline Maria Ferreira, de 33 anos, morreu após fazer um procedimento estético para aumentar os glúteos, com a aplicação de PMMA, com a investigada.

O corpo de Aline será velado e sepultado nesta quinta-feira (4), no cemitério Campo da Esperança do Gama.

Conforme a Lei 8.137, são considerados crimes de relação de consumo fraudar preços; induzir o consumidor a erro sobre a natureza e a qualidade do bem ou serviço, vender mercadoria com descrição ou composição em desacordo com as prescrições legais, entre outros.

A influencer recebeu a aplicação de 30ml de PMMA no dia 23 de junho e retornou ao Distrito Federal no mesmo dia, segundo disse a Polícia Civil do DF, em nota. Neste último sábado, dia 29, ela foi internada em um hospital particular de Brasília. Após ela começar a passar mal, o marido da influencer relatou ao g1 ter entrado em contato com a clínica. Ele foi orientado a dar um remédio para febre à mulher. Nos dias seguintes, no entanto, o quadro da influencer piorou, e ela chegou a desmaiar.

Segundo o marido da influencer, o procedimento teria sido feito pela própria dona da clínica. O produto químico, que não é reabsorvível pelo organismo, está por trás de outros casos de mortes e mutilações de pacientes.

No final de junho, o dentista Igor Leonardo Soares foi preso e acusado de deformar o rosto de pelo menos três clientes. Ele foi proibido de atender após uma paciente perder parte do nariz com um procedimento em que teria aplicado a substância. A vítima disse acreditar que o dentista usaria ácido hialurônico, e não PMMA. A Polícia Civil de Goiás afirmou que foram encontradas caixas do produto na clínica.

No dia 31 de junho, a modelo e jornalista Lygia Fazio morreu aos 40 anos em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC). Os problemas de saúde da modelo começaram há cerca de três anos, depois de uma aplicação de silicone industrial e PMMA (polimetilmetacrilato, um componente plástico) nos glúteos. As substâncias se espalharam pelo corpo de Lygia e provocaram quadros de infecções. Lygia precisou ser submetida a diversos procedimentos cirúrgicos para a retirada dos materiais, e chegou a ficar cem dias internada no ano passado. Depois de sofrer o AVC que levou a sua morte, Lygia chegou a ficar três semanas internada.

O PMMA é usado como um preenchedor em forma de gel durante procedimentos para corrigir pequenas deformidades e para casos de lipodistrofia – uma perda de gordura facial que pode ocorrer em pessoas que vivem com HIV. Essas são as duas únicas finalidades para as quais o produto tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Logo, ele não é indicado para aumento de volume estético e para grandes áreas do corpo por se tratar de um composto plástico e permanente. De forma mais profunda na pele, ele pode desencadear complicações graves, como as infecções e a rejeição do corpo. Além disso, por não ser reabsorvível pelo organismo, ele se adere a estruturas como músculos e ossos, o que torna a sua remoção quase impossível.

Com informações do portal G1

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