O influenciador e candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), divulgou na noite desta sexta-feira (4) um suposto prontuário médico do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) que o associa ao uso de drogas. O documento, entretanto, tem erros graves, incluindo a assinatura de um médico que já está morto.
O prontuário, supostamente emitido pela clínica Mais Consultas, alega que Boulos teria sido atendido na unidade, localizada no Jabaquara, devido a um surto psicótico. O documento ainda afirma que um exame toxicológico apresentado por um acompanhante teria detectado cocaína no sangue do deputado.
Boulos rapidamente desmentiu a alegação, afirmando que o prontuário é falso e que o médico mencionado já está falecido. Além disso, o deputado anunciou que vai solicitar a prisão de Marçal por essa difamação.
O RG de Boulos que aparece no prontuário é incorreto, com um número a mais. O médico que assina o suposto prontuário já morreu e não tem especialidade cadastrada no site do Conselho Federal de Medicina.
O sócio da Mais Consultas, Luiz Teixeira da Silva Junior, tem vídeo publicado com Marçal, a quem se refere como seu cliente em outra clínica da qual é dono.
Assessores e um dos sócios do influenciador, Marcos Paulo, também seguem Teixeira nas redes sociais. O dono da Mais Consultas também é sócio de outras empresas em Alphaville, onde Marçal montou sua estrutura empresarial.
No mesmo dia indicado no prontuário, 19 de janeiro de 2021, Boulos fez uma transmissão ao vivo no fim da manhã comentando sobre a importação das vacinas em meio à pandemia da Covid-19. No dia seguinte, participou de uma ação do MTST na favela do Vietnã, na zona sul da cidade.
Boulos disse que pedirá à Justiça a prisão do influenciador e de Teixeira por falsificação de documento.
Documento publicado por Marçal imputando uso de drogas a Guilherme Boulos tem erro de RG e clínica é de apoiador de ex-coach.
Marçal vinha prometendo ao longo de toda a campanha expor um processo judicial e uma internação de Boulos por uso de cocaína. Como revelou a Folha, o influenciador se baseava no processo de um homônimo para acusar o deputado.
Com informações da Folha de S. Paulo.





