A disputa pela vaga da Câmara no Tribunal de Contas da União (TCU) ganhou força com a formalização de sete candidaturas nesta semana. O processo entra agora em fase decisiva com a sabatina dos postulantes marcada para a próxima segunda-feira, 13, na Comissão de Finanças e Tributação.
A vaga foi aberta após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, em fevereiro. Após a análise na comissão, os nomes aprovados seguirão para votação no plenário da Câmara dos Deputados.
Entre os concorrentes, o deputado Odair Cunha (PT-MG) desponta como principal favorito, com ampla base de apoio político dentro da Casa.
Apoio político amplia vantagem de Odair Cunha
Odair Cunha conta com o respaldo do presidente da Câmara, Hugo Motta, além do apoio formal de 11 partidos. A aliança inclui legendas como Republicanos, PP, MDB, PSB, PDT, PV, PCdoB, PSOL, Solidariedade, Cidadania e PRD.
O apoio está ancorado em acordo político firmado em 2024, quando o PT apoiou Motta na eleição para a presidência da Câmara em troca da indicação ao TCU.
A expectativa é que esse bloco de sustentação tenha peso decisivo tanto na sabatina quanto na votação final em plenário.
Quem são os demais candidatos à vaga
Outros seis deputados também formalizaram candidatura. Soraya Santos (PL-RJ), advogada e presidente do PL Mulher, entra na disputa com apoio do senador Flávio Bolsonaro e o argumento de ampliar a representatividade feminina no tribunal.
Elmar Nascimento (União Brasil-BA), atual vice-presidente da Câmara, também figura entre os nomes mais competitivos, com trajetória consolidada no Legislativo.
Hugo Leal (PSD-RJ), autor da Lei Seca, Danilo Forte (PP-CE), Gilson Daniel (Podemos-ES) e Adriana Ventura (Novo-SP) completam a lista de candidatos.
Função do TCU torna disputa estratégica
O Tribunal de Contas da União exerce papel central no controle das contas públicas federais. Entre suas atribuições estão a fiscalização de gastos da União e a análise das contas do presidente da República.
O órgão é composto por nove ministros: seis indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República, com aprovação do Senado.
Diante da relevância institucional do tribunal, a escolha do novo ministro é considerada estratégica e mobiliza intensamente as articulações políticas dentro da Câmara.






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