A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) enviou ofícios ao Ministério Público, à Secretaria de Estado de Segurança Pública e à Secretaria de Polícia Civil pedindo esclarecimentos sobre a operação realizada no Complexo da Maré na quarta-feira.
O colegiado quer detalhes sobre os objetivos da ação, os protocolos adotados e os critérios operacionais utilizados pelas forças de segurança. Embora a incursão tenha sido encerrada, os parlamentares afirmam que continuam acompanhando as consequências na comunidade.
A Comissão também solicitou informações atualizadas sobre o estado de saúde do menino de 12 anos baleado durante a operação. O colegiado também mantém contato com a família de Bruno Paixão, vendedor de queijos morto na ação, e se colocou à disposição para prestar apoio. O grupo acompanha ainda a busca pelo corpo do comerciante.
Acompanhamento e pedidos de apuração
A presidente da Comissão, deputada Dani Monteiro (Psol), afirmou que a situação expõe a necessidade de rever práticas de segurança pública. Segundo ela, a família relata que Paixão estava trabalhando na kombi que foi alvejada.
“É inaceitável que trabalhadores continuem expostos a operações que resultam em mortes e violações de direitos. Garantir dignidade e proteger vidas deve ser o ponto de partida de qualquer política de segurança. Seguiremos ao lado da família, cobrando rigor na apuração, além da busca imediata pelo corpo”, disse.
A Comissão informou que continuará cobrando posicionamentos dos órgãos responsáveis e reforçou que seguirá acompanhando o caso até que as circunstâncias da operação sejam esclarecidas.






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