Em seu discurso após o resultado das urnas ontem (27), confirmando a vitória de Rodrigo Neves (PDT), o candidato derrotado, Carlos Jordy (PL), acusou o adversário de “abusar do poder econômico”. Mas segundo dados da prestação de contas no site do TSE, o deputado federal gastou quase o dobro que o pedetista durante a campanha eleitoral.
Carlos Jordy arrecadou pouco mais de R$ 11 milhões para sua campanha e gastou quase tudo. Segundo sua prestação de contas, o candidato do PL investiu R$ 10.739.377,95 nos dois turnos da eleição. O maior gasto foi de R$ 2.617.040,00 com diversos pagamentos à uma empresa de material gráfico.
Eleito com 57,20% dos votos no segundo turno, Rodrigo Neves desembolsou R$ 5.648.855,90 dos pouco mais de R$ 9 milhões que arrecadou. A maior despesa foi de R$ 972 mil com a agência de comunicação responsável pela campanha.
Rodrigo e Jordy têm até o dia 19 de novembro para enviar as prestações de contas ao TSE e os dois terão que devolver uma boa grana. Rodrigo Neves teve uma sobra de 3.531.144,10 e Carlos Jordy de R$ 271.977,05.
Segundo o TSE, as sobras de campanhas eleitorais devem ser transferidas ao órgão partidário, na circunscrição do pleito, conforme a origem dos recursos e a filiação partidária da candidata ou do candidato, até a data prevista para a apresentação das contas à Justiça Eleitoral.
As sobras financeiras procedentes do Fundo Partidário devem ser transferidas para a conta bancária do partido destinada à movimentação de recursos dessa natureza. As demais sobras devem ser depositadas na conta bancária da legenda destinada à movimentação de outros recursos, conforme previsão na resolução que trata das prestações de contas anuais das siglas.
Além destacar ainda que os valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) eventualmente não utilizados não constituem sobras de campanha e devem ser recolhidos ao Tesouro Nacional integralmente, no momento da prestação de contas.





