Deputados infiéis também serão atingidos pelo “strike” preparado por Castro contra apoiadores de Paes

A despeito do xeque-mate de Castro, é pouco provável que o Podemos e o Solidariedade rompam a aliança com prefeito

RICARDO BRUNO

O acirramento do antagonismo entre os grupos políticos de Claudio Castro e Eduardo Paes no processo eleitoral deve provocar outras baixas no governo do estado. Não são apenas os partidos Podemos e Solidariedade que devem perder posições na máquina. Deputados que têm espaços no governo também foram instados a decidir de que lado vão permanecer. Se optarem por Paes, todos os seus aliados serão exonerados nos próximos dias.

Na relação de parlamentares infiéis ao Palácio Guanabara, Jorge Felipe Neto (Avante), Dionísio Lins (PP) e Val do Ceasa (Patriota), entre outros, já foram advertidos sobre a possibilidade de perderem os espaços. O governador tem dito a assessores que Paes ao criticá-lo diretamente o envolveu no processo eleitoral, obrigando-o a se posicionar com clareza e tornando-se insustentável a dubiedade de posição de alguns de seus aliados, que se bandearam para campanha do prefeito.

A despeito do xeque-mate de Castro, é pouco provável que o Podemos e o Solidariedade rompam a aliança com Paes. O Podemos perdeu a secretaria do Trabalho, mas mantém algumas posições na máquina. O Solidariedade ocupa a secretaria de Cultura, com Danielle Barros, irmã do deputado Áureo, presidente regional da sigla.

Castro e Áureo marcaram conversa para amanhã a fim de, juntos, tomarem uma posição definitiva. Para correligionários, o deputado já disse que é muito difícil voltar atrás no compromisso com  Paes, apesar do apreço, respeito e carinho que tem pelo governador.

A primeira exoneração, já enviada para publicação no Diário Oficial desta segunda-feira, será a de Felipe Peixoto, que o ocupa a secretaria de Energia e Economia do Mar, em substituição ao deputado Hugo Leal. Filiado ao PSD, Peixoto está no governo não por indicação do partido, mas  por escolha de Hugo Leal.

Na sexta-feira, Castro e Hugo conversaram sobre o assunto. Hugo disse respeitar a posição do governador,  que detém, por ofício, a prerrogativa plena de nomeação dos cargos de confiança.

As exonerações nas secretarias de aliados infiéis não vão se restringir aos “cabeças”. Será uma espécie de “strike” geral, com a derrubada de posições em toda a máquina.

Atualização: Em contato com a Agenda do Poder, o deputado Jorge Felipe Neto afirmou que não se considera um parlamentar infiel. Disse que apoia o candidato Alexandre Ramagem (PL) e que só não participa mais ativamente da campanha por falta de acolhimento de suas iniciativas pela coordenação do PL.

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