O deputado Marcelo Dino solicitou ao secretário estadual de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) ou uma Companhia Integrada de Segurança Pública na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O pedido foi motivado por uma série de demandas de moradores das regiões do Vai Quem Quer, Campos Elísios e Pantanal, que enfrentam crescente violência e ações de facções criminosas.
Os apelos por reforço policial se intensificaram após a invasão da 60ª DP (Campos Elísios) na noite de sábado (15/02) por traficantes. O objetivo dos criminosos era resgatar dois comparsas presos: Rodolfo Manhães Viana, conhecido como “Rato”, de 34 anos, apontado como chefe do tráfico na favela Vai Como Pode, e seu segurança, Wesley de Souza Espírito Santo, o “Cabelinho”, de 30 anos. No entanto, os dois não estavam mais na delegacia no momento do ataque.
A ação é atribuída ao traficante Joab da Conceição Silva, de 32 anos. Durante a invasão, os criminosos abriram fogo contra a delegacia, resultando em uma troca de tiros que deixou dois policiais feridos. Desde domingo, a polícia está em operação para prender os envolvidos. Até o momento, um homem morreu e cinco foram presos.
Acompanhamento e denúncias
Dino tem acompanhado de perto a movimentação policial na região. Em suas redes sociais, ele divulgou um vídeo em que um homem, que supostamente seria Joab, aparece tomando cerveja em um barco acompanhado de uma mulher. O parlamentar também relatou ter recebido ameaças de morte do traficante.
“A Operação Impacto está indo às ruas monitorando. Todos sabem da minha luta contra o tráfico aqui nessa região de Caxias. Tenho várias denúncias contra esses caras. O Joab até me ameaçou de morte, ligando para mim. Na ocasião, registrei o ocorrido e disse que não irei parar. A vítima aqui é a sociedade”, afirmou.
O parlamentar destacou que a população local tem sofrido com a falta de segurança. “Não podemos mais aceitar que os moradores de Caxias vivam reféns do tráfico e da violência. É urgente que o Estado tome medidas concretas para proteger as famílias e garantir o direito de ir e vir com segurança”, afirmou.
Veja vídeo:





