Integrante da Comissão de Combate às Discriminações da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a deputada Dani Balbi (PCdoB) oficiou o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Segurança Pública sobre a denúncia de agressão contra três mulheres na Lapa, na semana passada, por suposto crime de transfobia.
O episódio aconteceu na madrugada do dia 19, na saída do Casarão do Firmino, onde ocorre uma roda de samba. Conforme as vítimas relataram em suas redes sociais, os ataques foram praticados por cerca de 20 homens, entre eles seguranças do estabelecimento, ambulantes que estavam no local e um motorista de aplicativo, e teriam sido motivados por duas delas serem mulheres trans.
As agressões foram extremamente violentas, envolvendo chutes, socos e xingamentos. Uma delas teve o nariz quebrado. No relato, elas dizem que o grupo gritava: “pode bater que é tudo homem”, “eu pensava que era mulher, senão já tinha batido antes”. Primeira deputada trans da Alerj, Dani cobra uma punição exemplar por parte das autoridades.
“Estamos acompanhando o caso desde o início e seguiremos nele até que os agressores sejam devidamente punidos. Transfobia é crime e não pode mais passar impune”, afirmou.
Sobre o caso
A Polícia Militar afirmou no dia do episódio que os agentes constataram que houve um tumulto entre seguranças e frequentadores da casa de samba. Os envolvidos foram levados para a 5ª DP (Mem de Sá), na Lapa, onde a ocorrência foi registrada e os suspeitos foram ouvidos, mas ninguém foi preso. Os investigadores agora buscam testemunhas e imagens de câmeras de segurança da região para esclarecer o caso.
O estabelecimento chegou a se pronunciar, dizendo estar à disposição das vítimas e das autoridades. “Estamos à disposição das mulheres envolvidas no caso para acolhimento, apoio e apuração dos fatos, assim como das autoridades competentes para o esclarecimento da lamentável ocorrência.” O Casarão afirmou ainda que reforçaria o treinamento dos seus colaboradores “com o objetivo de garantir o respeito às diversidades”.





