Uma denúncia recebida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) trouxe à tona um aumento inesperado nas tarifas de água, afetando especialmente os moradores de prédios e vilas no Rio de Janeiro.
Segundo o vice-presidente do colegiado, deputado Dionísio Lins (PP), a concessionária Águas do Rio teria implementado um novo critério de cobrança, denominado “mínimo multiplicado pelas economias”, que calcula o valor das contas com base na tarifa mínima multiplicada pelo número de unidades em um endereço, como apartamentos ou casas, independentemente do consumo real registrado pelo hidrômetro.
Lins, por sua vez, encaminhou um requerimento à empresa pedindo esclarecimentos. Ele questiona os critérios adotados para justificar a mudança e o motivo de os consumidores não terem sido informados de antemão sobre a nova medida.
O parlamentar destacou que a mudança tem gerado grandes dificuldades para os administradores de condomínios, que agora enfrentam aumentos significativos nas contas de água.
“Já pedimos esclarecimentos à empresa e, caso a resposta não seja satisfatória, tomaremos medidas legais, incluindo uma ação na Procuradoria de Tutela de Defesa do Consumidor do Ministério Público, pedindo uma investigação rigorosa”, afirmou.
De acordo com a denúncia, a nova cobrança, que utiliza a tarifa mínima multiplicada pelo número de economias, tem gerado resultados que, segundo Lins, podem ser considerados abusivos.
“Um administrador de um prédio no Centro me disse que, há dois anos, a conta de água era em média R$ 120,00 mensais. Com o novo cálculo, o valor saltou para quase R$ 1.200,00. Isso, multiplicado por vários blocos, representa um impacto financeiro insustentável”, explicou o deputado.





