O depoimento do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, já dura mais de sete horas nesta quinta-feira (31) na Polícia Federal. Segundo informações obtidas pelo jornalista Cesar Tralli, da GN, a colaboração de Mauro Cid avançou depois dos interrogatórios desta quinta.
Ele e o pai foram confrontados e questionados sobre informações extraídas dos celulares do próprio general e de Wassef. Além de outros indícios colhidos na investigação e apresentados especialmente ao ex-ajudante de ordens.
O escândalo das joias sauditas levou Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro e integrantes do núcleo mais próximo à Polícia Federal. A PF tenta esclarecer o suposto esquema de desvio de joias luxuosas recebidas em viagens ao exterior – e que fazem parte do patrimônio da União. Ainda de acordo com a apuração, os depoimentos aconteceram em salas separadas e celulares foram proibidos.
Os investigadores já têm em mãos mais detalhes das negociações ilegais e agora se aprofundam nos destinatários do dinheiro obtido com a venda das joias.
Segundo as fontes, o inquérito reúne ainda mais informações e provas robustas sobre o envolvimento dos investigados nas negociações e sobre o caminho do dinheiro dentro e fora do Brasil. A investigação empareda o ex-presidente Bolsonaro, segundo as mesmas fontes.
Com autorização judicial, novas diligências estão sendo feitas – tudo sob o mais absoluto sigilo para não comprometer a etapa final das investigações. Etapa esta que envolve cooperação internacional de autoridades americanas.
A Polícia Federal ouviu nesta quinta-feira (31) oito pessoas no caso das joias recebidas pelo governo Bolsonaro em viagens ao exterior. O ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e mais seis pessoas próximas ao casal foram intimados.
No caso de Bolsonaro e Michelle, o núcleo de advogados do casal traçou algumas estratégias. Ambos se mantiveram em silêncio ao depor.
Os investigadores apuram as circunstâncias de um esquema de venda ilegal de joias recebidas em viagens ao exterior. A expectativa ao ouvir todos ao mesmo tempo era evitar que os depoentes tivessem acesso antecipado às perguntas e que combinassem as respostas.
A maior parte dos depoimentos durou menos de uma hora porque os investigados decidiram não responder os questionamentos.
Ficaram em silêncio: Bolsonaro, Michelle, Wajngarten e Câmara. Em nota, as defesas dos quatro disseram que tomaram essa decisão por julgarem que o Supremo Tribunal Federal (STF) não é a instância adequada para a investigação.
O ministro do STF Alexandre de Moraes “puxou” o caso para a Corte por identificar que os militares e aliados de Bolsonaro envolvidos no caso eram os mesmos citados em outros inquéritos no Supremo – como o das fake news e o das milícias digitais.





