O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta terça-feira (3) que os depoimentos dos réus envolvidos na investigação sobre a tentativa de golpe pós-eleições de 2022 serão transmitidos ao vivo pela internet.
As sessões de interrogatório acontecerão entre os dias 9, próxima segunda-feira, e 13 de junho, na Primeira Turma do STF, com os integrantes do chamado “Núcleo 1” da denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O primeiro a depor será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que firmou acordo de delação premiada. Jair Bolsonaro será o sexto réu a prestar depoimento.
Além do ex-presidente, também serão ouvidos presencialmente no plenário da Primeira Turma do STF:
- Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin)
- Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
- Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)
- Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
O ex-ministro Walter Braga Netto, que cumpre prisão preventiva no Rio de Janeiro, será ouvido por videoconferência.
O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que as medidas cautelares continuam vigentes: “Não há problemas que réus se cumprimentem, mas continuarão impedidos de conversar. Cada um terá seu espaço reservado”. Os acusados têm o direito de permanecer em silêncio durante os depoimentos.
As investigações apontam que os réus integraram uma organização criminosa que tentou invalidar os resultados das eleições de 2022 para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As provas incluem mensagens trocadas, registros de reuniões no Palácio da Alvorada e a elaboração de um suposto plano para contestar o processo eleitoral.
Na fase anterior de oitivas, que terminou nesta segunda (2), 52 testemunhas foram ouvidas, entre militares e ex-assessores do governo Bolsonaro, e algumas confirmaram discussões sobre ruptura democrática em encontros no Palácio do Alvorada.
Como assistir
A transmissão dos depoimentos será feita pelos canais oficiais do STF na internet, incluindo o YouTube e o site do tribunal.
O Agenda do Poder também disponibilizará a transmissão ao vivo para seus leitores.





