O número de denúncias de assédio eleitoral registradas na campanha deste ano pelo Ministério Público do Trabalho chegou a 2.749 – quase 1.300% superior ao total de 212 denúncias feitas em 2018.
Balanço divulgado pelo MPT informa que quase todas as denúncias – 97% – foram apresentadas no segundo turno e atingiram 2.093 empresas. Nas eleições de quatro anos atrás o número de empresas denunciadas ficou abaixo de 100.
Quase 40% das denúncias de 2022 foram feitas em estados da Região Sudeste. Somaram 1.075. Em Minas Gerais, estado com mais registros, foram denunciadas 432 empresas por 596 casos de assédio eleitoral. Em São Paulo foram apresentadas 303 denúncias contra 257 empresas.
O Rio de Janeiro foi o sexto estado onde o Ministério Público do Trabalho registrou mais denúncias. Foram denunciadas 87 empresas, no total de 118 casos.
Nos três estados da Região Sul foram apresentadas 809 denúncias de assédio eleitoral – pouco menos de 30% do total nacional. Houve 302 denúncias no Paraná, 260 no Rio Grande do Sul e 257 em Santa Catarina. Mais de 600 empresas foram denunciadas.
O Ministério Público do Trabalho registrou 474 denúncias em estados do Nordeste – 17% do total no país -, 244 no Centro-Oeste e 140 em estados do Norte.
Nota técnica do MPT define assédio eleitoral como “conduta abusiva que atenta contra a dignidade do trabalhador, submetendo-o a constrangimentos e humilhações, com a finalidade de obter o engajamento subjetivo da vítima em relação a determinadas práticas ou comportamentos de natureza política durante o pleito eleitoral”.
Com informações do Congresso em Foco





