Delegado reafirma que Flordelis, três filhos e neta premeditaram assassinato do pastor Anderson do Carmo

O Tribunal do Júri de Niterói continua, nesta terça-feira, o julgamento da deputada cassada Flordelis dos Santos de Souza e de mais quatro réus, pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo, que era marido dela, três anos atrás. Flordelis é acusada de ser mandante do crime. Os outros réus são a filha biológica Simone dos…

O Tribunal do Júri de Niterói continua, nesta terça-feira, o julgamento da deputada cassada Flordelis dos Santos de Souza e de mais quatro réus, pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo, que era marido dela, três anos atrás. Flordelis é acusada de ser mandante do crime. Os outros réus são a filha biológica Simone dos Santos Rodrigues, os filhos adotivos André Luís de Oliveira e Marzy Teixeira da Silva, e a neta Rayane dos Santos Oliveira.

O delegado Allan Duarte, responsável pela conclusão do inquérito que investigou o crime e uma das testemunhas que depuseram ontem, disse não ter dúvidas de que Flordelis e os filhos premeditaram o assassinato.

“Foi um crime premeditado, com várias tentativas, das mais diversas formas, incluindo envenenamento e contratação de pistoleiros. Para mim ela é a pessoa mais perigosa dessa organização criminosa familiar”, declarou o delegado em entrevista. 

Duarte afirma que o pastor só não morreu nas tentativas anteriores por circunstâncias que fugiram do controle dos mandantes. Na tentativa de envenenamento, por exemplo, Anderson do Carmo foi levado a um hospital da região e medicado. E quando pistoleiros contratados executariam o pastor numa emboscada, Anderson trocou de carro e os atiradores se confundiram.

Durante 90 minutos o delegado a defesa de Flordelis que aludia à prática de violência sexual, por Anderson, dentro de casa.

“As questões sexuais foram analisadas e levadas em consideração, mas concluímos que o crime foi motivado por interesse financeiro. Não havia vestígio de violência sexual e também não havia a possibilidade de coleta de provas nessas pessoas. Por que o fato não foi levado à delegacia há três, quatro anos? Agora estão acusando de violência sexual uma pessoa morta”.

A primeira testemunha ouvida no julgamento foi a delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí na época do crime. Ela relembrou a relação conturbada da família.

O último depoimento de segunda-feira, já no início da noite, foi o de Regiane Ramos Cupti Rabello, patroa de um dos filhos de Flordelis. Ela se declarou coagida pela defesa da ex-deputada.

“É uma família perigosa. Daqui a pouco vão estar me matando como mataram o pastor. Eu até repensei vir depor, porque essa defesa da Flordelis está me coagindo”, desabafou na frente da juíza. 

Mais 26 testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas, algumas por vídeo conferência. 

Flordelis é acusada de ser a mandante do crime e poderá responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.

A filha biológica, Simone dos Santos Rodrigues, e os filhos adotivos Marzy Teixeira da Silva e André Luiz de Oliveira poderão responder por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa armada. A neta Rayane dos Santos Oliveira, por homicídio triplamente qualificado e associação criminosa armada.

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