Delegado aponta cigana como mandante de crime do brigadeirão envenenado: assassinato teria motivação econômica

Segundo a investigação, a cigana teria instruído Julia, namorada da vítima, que foi pressionada devido a uma dívida de cerca de R$ 600 mil por serviços prestados

O delegado Marcos Buss, titular da 25ª DP do Rio de Janeiro (Engenho Novo), declarou que a cigana Suyany Breschak é considerada, até o momento, a “mandante e arquiteta” do assassinato do empresário Luiz Marcelo Antonio Ormond, de 44 anos. O crime teria motivação econômica.

Ormond foi encontrado morto em seu apartamento na Zona Norte do Rio, em 20 de maio, após comer um brigadeirão envenenado supostamente dado pela namorada, a psicóloga Julia Andrade Cathermol Pimenta, de 29 anos. Julia se entregou à polícia na noite de terça-feira (4) e foi transferida para a Casa de Custódia de Benfica.

Segundo o delegado, Suyany, conhecida como Cigana Esmeralda, realizava trabalhos espirituais, cobrando até R$ 1.000 por “amarração amorosa”. Ela teria instruído Julia sobre o plano criminoso devido a uma dívida de aproximadamente R$ 600 mil pelos serviços prestados.

Depoimentos indicam que Julia se sentia ameaçada pela cigana, atribuindo a ela possíveis malefícios.

“Ela entendia que poderia acontecer alguma coisa contra ela, uma morte, doença e tudo mais. E quando eu perguntei se essa morte ou se esse mal grave seria praticado por conta de uma ação física, no plano em que estamos, me parecia que essa crença transcendia esse plano para repousar numa crença sobre eventuais poderes mágicos de Suyany”, acrescentou o delegado.

Entretanto, o delegado descarta a participação de outras pessoas no assassinato, embora destaque que as investigações ainda estão em curso.

Com informações da CNN Brasil

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