Declaração de Cláudio Castro sobre corte de água gera reação de conselheiros do TCE

Governador do Rio disse que “deveriam cortar a água” de conselheiro que determinou a suspensão de licitação da Cedae, provocando reação imediata no Tribunal de Contas do Estado.

A declaração do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sobre uma decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) provocou forte reação entre conselheiros da Corte. Durante um evento, Castro afirmou que “deveriam cortar a água” de um dos membros do Tribunal responsável por suspender a licitação da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) para a construção de uma nova estação de tratamento.

A fala gerou mal-estar institucional, já que o TCE é o órgão responsável por fiscalizar e controlar os gastos públicos no estado. A suspensão determinada pelo conselheiro ocorreu após questionamentos sobre o processo licitatório, que envolveria alto investimento e impacto direto no abastecimento de água de parte da população.

Em resposta, conselheiros do TCE enfatizaram a importância da independência da instituição e afirmaram que decisões técnicas não devem ser alvo de ataques pessoais ou ironias. Integrantes da Corte destacaram que o papel do órgão é zelar pela legalidade e transparência, garantindo que obras e contratos sejam executados dentro das normas.

A disputa evidencia a tensão entre o Executivo estadual e o órgão de controle, especialmente em projetos de grande porte e alto valor. Enquanto o governo defende a agilidade na execução das obras para atender demandas de infraestrutura, o TCE reforça que o cumprimento das regras é fundamental para evitar prejuízos aos cofres públicos.

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