O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), venceria tanto Guilherme Boulos (PSOL) quanto Pablo Marçal (PRTB) em um eventual segundo turno das eleições municipais, conforme pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (26).
Nunes registraria uma margem de vantagem maior contra Marçal (57% a 26%) do que contra Boulos (52% a 36%). O levantamento ouviu 1.610 eleitores paulistanos entre os dias 24 e 26 de setembro e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em uma disputa entre Boulos e Marçal, o deputado do PSOL superaria o influenciador com 47% das intenções de voto, enquanto Marçal teria 38%.
No cenário atual do primeiro turno, Nunes e Boulos aparecem empatados, com 27% e 25%, respectivamente, enquanto Marçal alcança 21%, mostrando um crescimento de dois pontos percentuais em relação à última pesquisa.
A presença de Marçal no segundo turno é considerada estratégica para Nunes e Boulos. O prefeito busca consolidar a mensagem de que é o único capaz de evitar uma vitória da esquerda, especialmente da candidatura apoiada pelo presidente Lula (PT).
Já para Boulos, a expectativa é que uma disputa contra Marçal facilite a atração de eleitores moderados, posicionando-o como a alternativa mais viável para enfrentar o influenciador no segundo turno.
Maioria de eleitores de Marçal votaria em Nunes, em 2º turno contra Boulos
No caso de um embate entre Nunes e Boulos, 69% dos eleitores de Marçal no primeiro turno apoiariam o prefeito, assim como 46% dos eleitores de José Luiz Datena (PSDB).
Já contra Marçal, Nunes herdaria 68% dos votos de Tabata Amaral (PSB) e 64% dos de Boulos. Por outro lado, se a disputa se desse entre Boulos e Marçal, o deputado teria o apoio de 63% dos eleitores de Tabata, 44% dos de Datena e 38% dos de Nunes, enquanto Marçal receberia 38% dos eleitores do prefeito, 29% dos de Datena e 13% dos de Tabata.
A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e está registrada na Justiça Eleitoral sob o código SP-06090/2024. A disputa pelo eleitorado bolsonarista, majoritariamente dividida entre Nunes e Marçal, deve ser decisiva para o desfecho do segundo turno. Mesmo com o apoio oficial do ex-presidente Bolsonaro ao emedebista, Marçal tenta capturar parte desse eleitorado, apresentando-se como uma alternativa mais alinhada às pautas conservadoras e contrárias à esquerda representada por Boulos.
Com informações da Folha de S.Paulo





