Na intenção de voto espontânea revelada nesta quinta-feira (17) pelo Datafolha, na qual o entrevistado não tem acesso à cartela com o nome dos candidatos, Nunes está à frente com 41%, enquanto 2% afirmam que vão escolher “o atual prefeito”, sem nomeá-lo, enquanto outros 2% falam “no 15” — o número do emedebista. Já Boulos marca 30%. Em relação à semana passada, há estabilidade nesse quesito.
A crise não afetou a rejeição de Nunes, que oscilou de 37% para 35%, ou a de Boulos, que foi de 58% para 56%. O índice é vital para as pretensões numa disputa no formato de tira-teima.
Isso ocorre em momento de maior assertividade de Boulos em suas críticas a Nunes, que tem sido explorada na propaganda eleitoral do prefeito. Enquanto o nome do PSOL apresenta o mandatário atual como inepto e usou até o xingamento de uma moradora com a luz cortada no seu programa, o emedebista diz que seu rival “só reclama”.
No debate promovido pela TV Band na segunda (16), o deputado foi mais incisivo nos seus questionamentos ao prefeito, trabalhando com a até aqui correta hipótese que sua alta rejeição, atribuída ao histórico associado ao movimento dos sem-teto e seus conflitos, não teria mais para onde subir.
Nunes, por sua vez, também tem tentado se preservar de escrutínio. Não compareceu ao debate Folha/UOL/RedeTV! desta quinta após confirmar presença, alegando compromissos ligados à crise do apagão.
A atitude do psolista parece ter reverberado em uma fatia pequena do eleitorado que havia optado no primeiro turno Pablo Marçal (PRTB), o polêmico influenciador que quase empatou com os dois finalistas da eleição, marcando 28,1% dos votos válidos em 6 de outubro.
Na semana passada, 4% dos que haviam votado em Marçal iam de Boulos, número que agora é de 8%. Já Nunes viu cair de 84% para 77% a fatia que havia abocanhado dos eleitores de Marçal, após rejeitar o apoio do influenciador.
Já entre os apoiadores em 2022 de Jair Bolsonaro (PL), fiador algo recalcitrante do prefeito, 83% dizem votar em Nunes.
Em relação ao perfil de apoio a Nunes e Boulos, não houve novidades. O prefeito lidera em todos os estratos da pesquisa, com um empate técnico em dois segmentos: os 37% com curso superior (47% a 44% para Nunes), grupo em que a margem de erro é de cinco pontos. Já nos jovens de 16 a 24 anos, Boulos fica à frente (43% a 41%), mas a margem específica é de nove pontos.
O índice de decisão do voto segue alto: 86% se dizem convictos da escolha. Dos 14% restantes, iguais entre eleitores do prefeito e do deputado, 72% votariam nulo ou branco como alternativa. Consideram seu candidato ideal 40% (30% de quem vai de Nunes, 57%, do rival), enquanto 59% votam por falta de opção melhor.
Com informações da Folha de S. Paulo.





