Datafolha: 61% acham que militares se envolveram em irregularidade na gestão Bolsonaro

A mais recente pesquisa Datafolha mostra como a imagem dos militares ficou arranhada durante o governo de Jair Bolsonaro. Para 61% dos eleitores brasileiros, oficiais das Forças Armadas se envolveram em irregularidades durante a gestão do ex-presidente da República. Já 25% não acreditam na hipótese, e 14% dizem não saber. Institucionalmente, a mais rumorosa apuração é sobre…

A mais recente pesquisa Datafolha mostra como a imagem dos militares ficou arranhada durante o governo de Jair Bolsonaro. Para 61% dos eleitores brasileiros, oficiais das Forças Armadas se envolveram em irregularidades durante a gestão do ex-presidente da República. Já 25% não acreditam na hipótese, e 14% dizem não saber.

Institucionalmente, a mais rumorosa apuração é sobre os atos golpistas de 8 de janeiro, na qual o papel de militares do Exército que deveriam guardar o Palácio do Planalto é questionado. Muitos vândalos que atacaram as sedes dos três Poderes estavam acampados havia semanas na frente do Quartel-General da Força, sem serem incomodados.

O caso das joias sauditas recebidas como presente pelo ex-presidente também chama a atenção, lembra Igor Gielow, da Folha de S.Paulo. E, nesse tema, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é personagem central.

Cid foi preso por falsificar dados de vacinação contra Covid-19, mas já era ouvido sobre o seu papel na tentativa de reaver joias que a Receita havia retido no aeroporto de Guarulhos quando outro militar, o almirante e então ministro das Minas e Energia Bento Albuquerque, tentou trazê-las como presente para o casal presidencial de uma viagem de trabalho à Arábia Saudita.

A crença no envolvimento de militares é maior entre aqueles 77% que se dizem informados sobre o caso das joias: 65%, ante 24% que não a têm. O índice vai a 69% entre aqueles mais ricos, com renda mensal acima de 10 salários mínimos, e a 70% entre moradores do Nordeste, base eleitoral do PT.

O corte entre petistas e bolsonaristas também se vê neste caso: 84% dos primeiros veem envolvimento militar, enquanto 52% dos segundos o descartam.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas na terça (12) e na quarta (13) passadas, em 139 cidades. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Com informações da Folha de S.Paulo

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