Crivella avisa ao Republicanos que não estará no palanque de Paes e sonha com campanha ao Senado em 2026

Crivella também externou a vontade de voltar a ser candidato ao Senado em 2026.

Caio de Santis (correspondente em Brasília)

De olho em seu futuro político, o ex-prefeito e ex-senador Marcelo Crivella já informou ao seu partido, o Republicanos, quais serão os seus próximos passos na política. Com o alinhamento do Republicanos fluminense à campanha de Eduardo Paes, Crivella não pretende subir no palanque do seu principal adversário político nos últimos anos, com o qual trocou acusações sobre suas gestões. O pedido foi bem aceito pelo presidente nacional da legenda ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, Marcos Pereira, que o autorizou a não se envolver na campanha de Paes.

A Pereira, Crivella também externou a vontade de voltar a ser candidato ao Senado em 2026. Atualmente, o campo da direita no Rio já acena com as candidaturas ao Senado do governador Cláudio Castro e com a tentativa de reeleição de Flávio Bolsonaro, ambos do PL, em 2026. Crivella, portanto, seria uma terceira via neste espectro político. O desejo de se manter como um “nome da direita” no Rio, aliás, contou para que ele descartasse qualquer alinhamento à campanha de Paes, que deve ser apoiado pelo presidente Lula.

Crivella é considerado um dos homens fortes de Marcos Pereira na Câmara dos Deputados e o apoia para suceder Arthur Lira na presidência da Casa. Ambos são bispos licenciados da Igreja Universal. E, dentro do partido, é tido como o melhor nome para tentar o Senado pelo Rio. Apesar de ter perdido as últimas eleições, justamente para Paes, o nome de Crivella ainda encontra boa aceitação, especialmente fora da capital, onde projetos da Universal assistem a milhares de eleitores.

Coube a Crivella, nesta legislatura, a relatoria da PEC das Igrejas, uma das principais matérias ligadas à bancada religiosa. A PEC ainda aguarda a sua promulgação no Congresso e o desfecho da matéria é considerado fundamental para os planos eleitorais do partido nos próximos anos, por isentar igrejas de taxações relacionadas a compras e consumo.

Em nota, Crivella afirmou à Agenda do Poder que segue a orientação do partido quanto à definição de apoios a candidaturas nas eleições do Rio.

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