Crise na segurança em Porto Velho faz governo federal enviar reforços após 21 ônibus queimados

O Ministério da Justiça atendeu ao pedido de apoio e enviou equipes da Força Nacional, que permanecerão na capital de Rondônia por 90 dias

O número de ônibus queimados em Porto Velho, capital de Rondônia, chegou a 21 nesta quarta-feira (15), após criminosos incendiarem 18 veículos na madrugada. A série de ataques, que começou na segunda-feira (13), levou à suspensão do transporte público na cidade e à solicitação de apoio do Exército pela Prefeitura.

Dos coletivos incendiados, 13 pertencem à Prefeitura, resultando em um prejuízo estimado de R$ 5 milhões, segundo o prefeito Léo Moraes (Podemos). “Estamos enfrentando uma situação gravíssima. Precisamos de reforço imediato para garantir a segurança da população”, declarou Moraes.

O Ministério da Justiça atendeu ao pedido de apoio e enviou equipes da Força Nacional, que permanecerão na capital de Rondônia por 90 dias. A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal também reforçaram seus efetivos na região.

Os ataques começaram após o assassinato de um policial militar em uma emboscada atribuída ao Comando Vermelho. Em retaliação, as forças locais intensificaram operações em áreas controladas pela facção, desencadeando uma escalada de violência.

Motoristas de ônibus decidiram interromper o serviço após receberem ameaças de novos atentados com coquetéis molotov. Em áudios interceptados, criminosos detalham planos de ataques, incluindo o uso de gasolina e garrafas de vidro para fechar “as saídas” da cidade.

Um comitê de crise foi formado com representantes das polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal para coordenar as ações de segurança. Ainda não há prazo para o término dos trabalhos do grupo.

Com informações da CNN Brasil

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