O relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Trens, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), aponta um “pré-colapso” da Supervia. A comissão foi instaurada no dia 24 de fevereiro para investigar a precariedade do serviço no Rio de Janeiro.
O documento foi apresentado nesta segunda-feira (5) pelo relator, o deputado Waldeck Carneiro (PSB), e cita ainda que o estado privilegiou o equilíbrio financeiro da empresa em vez da prestação do serviço.
“São problemas que frequentam diariamente o noticiário e afetam gravemente o cotidiano da população trabalhadora que usa diariamente os trens no RJ: atrasos constantes, interrupção de serviços, falta de acessibilidade e banheiros em cerca de 2/3 das estações, distâncias perigosas entre vagão e plataforma, roubos e furtos de cabos, entre os mais comuns”, diz um trecho do texto.
Veja abaixo alguns problemas citados:
Falta de segurança, o que se reflete em roubos e furtos de passageiros e de cabos e acidentes;
Atrasos e interrupções frequentes;
Trilhos e dormentes em péssimas condições;
Acúmulo de lixo ao longo da via permanente;
Falta de manutenção e conservação ao longo da via permanente;
Construções irregulares que invadem os limites da linha férrea;
Falta de acessibilidade para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
O documento cita ainda a troca de secretários estaduais de estaduais: foram sete ao longo dos últimos 10 anos.
“Apenas nesse último ciclo, foram quatro secretários de transportes, dado alarmante para uma política pública indispensável à mobilidade urbana e à garantia do direito à cidade.”
“O que se conclui é que o Rio de Janeiro não conseguiu assegurar que acúmulos e experiências de seus quadros técnicos e o conhecimento aqui produzido sobre o tema pudessem ser devidamente aproveitados.”
O relatório traz também recomendações ao Governo do Estado, à Alerj, à Supervia, à Agetransp e ao TCE.





