Couto exonera presidente do Rioprevidência por investimentos suspeitos de 118 milhões

Governador em exercício do Rio de Janeiro troca presidente após recomendação do Ministério Público; Para o cargo foi nomeado o procurador do Estado Felipe Derbli de Carvalho Baptista

A direção do Rioprevidência passou por mais uma mudança nesta segunda-feira (13), em meio a questionamentos sobre aplicações financeiras. O governador em exercício Ricardo Couto de Castro determinou a exoneração de Nicholas Cardoso da presidência do órgão.

Para o lugar, foi nomeado o procurador do Estado Felipe Derbli de Carvalho Baptista, com trajetória de mais de duas décadas na área jurídica. Ele possui doutorado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e mestrado pela London School of Economics, com atuação voltada ao Direito Público.

Pressão por mudanças

A saída de Cardoso ocorre poucos dias após o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recomendar sua exoneração. O pedido foi motivado pela identificação de investimentos feitos em três fundos administrados por instituições financeiras que não estavam devidamente cadastradas.

De acordo com as informações, o volume total dessas aplicações chegou a R$ 118 milhões, o que acendeu o alerta de órgãos de controle e reforçou a pressão por mudanças na gestão do fundo previdenciário estadual.

Histórico recente de instabilidade

Nicholas Cardoso ocupava o comando do Rioprevidência de forma interina desde o afastamento de Deivis Antunes, alvo de uma operação da Polícia Federal. Antes de assumir a presidência, ele era responsável pela diretoria de investimentos da autarquia — área diretamente ligada às operações agora questionadas.

As aplicações sob suspeita teriam ocorrido justamente no período em que Cardoso exercia essa função, o que ampliou a repercussão do caso.

Novo comando e desafios

A chegada de Felipe Derbli ocorre em um momento de tentativa de reorganização interna e de reforço na credibilidade do Rioprevidência. O novo presidente assume com a missão de revisar procedimentos, responder aos questionamentos dos órgãos de controle e garantir maior transparência na gestão dos recursos.

A troca no comando é mais um capítulo na sequência de episódios que vêm afetando o fundo previdenciário, responsável pela administração de aposentadorias e pensões de servidores estaduais.

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