Um documento interno de análise financeira revela que os Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações essenciais. A lista de débitos inclui fornecedores, tributos federais e fundos vinculados aos funcionários, como o Postalis (previdência) e o Postal Saúde.
Entre os maiores valores pendentes, destacam-se:
- R$ 1,44 bilhão com o INSS patronal;
- Débitos com PIS/Cofins e o programa Remessa Conforme;
- Repasses atrasados ao plano de saúde e fundos de pensão.
A falta de pagamentos não é um mero descuido, mas parte de uma política formal adotada por um Comitê Executivo de Contingência. Criado para enfrentar a deterioração das contas da estatal, o grupo decidiu priorizar a liquidez imediata em vez de honrar compromissos.
A medida tenta mitigar um cenário crítico de fluxo de caixa negativo e sucessivos prejuízos operacionais. Contudo, a estratégia tem um custo: entre julho e fevereiro, o montante da dívida saltou em cerca de R$ 1 bilhão.
Embora haja uma projeção de leve redução no prejuízo contábil para 2025, o desequilíbrio financeiro permanece grave. A dificuldade em quitar obrigações básicas acende um alerta sobre o risco de agravamento da situação fiscal da empresa e o impacto direto na assistência aos seus milhares de empregados.






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