O Corpo de Bombeiros localizou, na manhã deste domingo (28), um corpo no costão da Avenida Niemeyer, na Zona Sul do Rio de Janeiro, durante as buscas pelo professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, desaparecido desde a última quarta-feira (24). A identidade da vítima, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente.
Segundo a corporação, o corpo foi encontrado no quinto dia consecutivo de operações realizadas na região de São Conrado. Os militares seguem trabalhando na retirada do cadáver do local e, após a conclusão da ocorrência, o caso será encaminhado à Polícia Civil, responsável pelos procedimentos de perícia e identificação.
Até o momento, os Bombeiros não confirmam que o corpo seja de José Ricardo Ramos.
Cinco dias de buscas intensas
Desde que o desaparecimento foi comunicado, uma grande força-tarefa foi mobilizada para tentar localizar o professor de surfe.
As equipes empregaram guarda-vidas, mergulhadores, operadores de embarcações de resgate, drones, motos aquáticas, barcos e viaturas terrestres. As buscas abrangeram toda a faixa marítima de São Conrado, ilhas próximas e trechos do litoral da Zona Sul, com estratégias ajustadas diariamente conforme as condições do mar, da correnteza e da visibilidade.
O desaparecimento foi comunicado ao Corpo de Bombeiros às 9h45 da quarta-feira. Desde então, familiares, amigos e moradores da Rocinha acompanharam diariamente os trabalhos das equipes e mobilizaram campanhas nas redes sociais para ampliar a divulgação do caso.
Vídeo registrou últimos momentos antes do desaparecimento
José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, é fundador da Rocinha Surfe Escola e uma figura conhecida entre surfistas e moradores da comunidade.
De acordo com as informações reunidas durante as buscas, ele desapareceu na madrugada da última quarta-feira após entrar no mar nas proximidades do Hotel Nacional, na altura do Posto 13, em São Conrado.
Imagens divulgadas pelo filho do professor mostram o momento em que Bocão entra na água sem utilizar prancha de surfe. Segundo relatos de pessoas próximas, seus pertences permaneceram no quiosque onde estavam antes da entrada no mar.
As circunstâncias do desaparecimento continuam sendo investigadas pelas autoridades.
Amigos acompanharam buscas e fizeram apelos
Durante os dias de operação, amigos e representantes da comunidade do surfe fizeram diversos apelos em busca de informações que pudessem auxiliar na localização do professor.
Um deles foi divulgado por Marcello de Farias, diretor da Associação de Surfe de São Conrado, que acompanhou o trabalho das equipes desde os primeiros momentos.
“Estou desde cedo procurando nosso amigo Ricardo Ramos, o Bocão, professor da escola de surfe da Rocinha, que desapareceu. Ele entrou dizendo que ia para as Ilhas Tijucas remando, só que até agora ele não apareceu. Deixou as coisas no quiosque e até agora não apareceu, nem em São Conrado, nem na Rocinha”, afirmou.
A declaração reforçou a mobilização de amigos, alunos e moradores da Rocinha, que compartilharam informações e mensagens de esperança durante toda a semana.
Identificação será feita pela Polícia Civil
Com a localização do corpo neste domingo, a prioridade das equipes passou a ser a retirada da vítima do costão da Avenida Niemeyer.
Após esse procedimento, a ocorrência será entregue à Polícia Civil, que realizará os exames periciais e a identificação oficial.
Somente após a conclusão desses procedimentos será possível confirmar se o corpo encontrado pertence ao professor José Ricardo Ramos, encerrando as buscas iniciadas na última quarta-feira.





Deixe um comentário