O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (8), de 10,75% ao ano para 10,50% ao ano.
Este foi o sétimo corte consecutivo na taxa básica de juros, que começou a recuar em agosto de 2023. No início do ciclo de cortes, a Selic estava em 13,75% ao ano. Desde então, o comitê vinha reduzindo a Selic no mesmo ritmo: 0,5 ponto percentual a cada encontro.
Com a decisão de hoje, de cortar a Selic para 10,50%, o BC mudou o ritmo de cortes.
Mesmo assim, a taxa chegou ao menor nível desde fevereiro de 2022, quando estava em 9,25% ao ano.
Com a proposta de mudança da meta fiscal e demora para redução dos juros nos Estados Unidos, a maior parte dos economistas já vinha apostando que o Copom fizesse esse ajuste, com corte da taxa de juros para 0,25 ponto percentual.
No fim de março, o BC havia sinalizado que promoveria uma nova redução de 0,5 ponto percentual nessa reunião de maio, o que levaria a taxa Selic para 10,25% ao ano.
Essa sinalização, entretanto, dependia da confirmação de um “cenário esperado” pela diretoria do Banco Central.
Desde o fim de março, porém, a equipe econômica do presidente Lula propôs uma redução nas metas para as contas públicas em 2025 e 2026, o que abre espaço para mais gastos, algo que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, não apoia. E houve piora do cenário externo, com a inflação ainda pressionada nos Estados Unidos.
Por conta disso, a maior parte do mercado financeiro ajustou sua posição e passou a projetar o corte menor de juros, de 0,25 ponto percentual.
O Copom é formado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e por oito diretores da autarquia e Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo BC para controlar a inflação.
A taxa influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras.
Com informações do G1.




