Na Rodovia BR-040, a construção da nova subida da Serra de Petrópolis está parada desde 2016. Também ficaram estagnadas por seis anos as obras civis na Usina Nuclear de Angra 3, só retomadas no mês passado. E enquanto não se resolve o imbróglio da concessão dos aeroportos do Rio, os saguões do Santos Dumont vivem abarrotados, em contraste com o esvaziamento do Tom Jobim-Galeão.
Em comum, todas essas demandas dependem do governo federal, prestes a mudar de mãos em 1º de janeiro, e estão na lista de pleitos que o governador reeleito do estado, Cláudio Castro (PL), afirma que levará a seu primeiro encontro com o futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A informação é de O GLOBO.
Do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) a que o estado está submetido à precariedade de hospitais e universidades federais, as pautas da administração pública e da população fluminense pendentes em Brasília são extensas. Em nota ao GLOBO, o governo Castro diz que, neste primeiro momento, priorizará seus esforços junto à União em questões econômicas, que considera fundamentais para que o Rio gere empregos e “continue avançando em sua recuperação fiscal e de credibilidade institucional”.
Nesse sentido, os investimentos em infraestrutura dominam a agenda. Sobre Angra 3, um projeto de quase quatro décadas que nunca ficou pronto, a nota do governo ressalta que a usina “terá capacidade de gerar mais de 12 milhões de megawatts-hora por ano, energia suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte”.
Já sobre a concessão dos aeroportos, afirma que o estado pretende dialogar para que sigam sendo “importantes equipamentos que sustentam a economia fluminense”. Hoje, estão travadas as negociações para o leilão conjunto do Galeão e do Santos Dumont, após impasses que mobilizaram tanto Castro quanto o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que temiam um modelo que esvaziasse ainda mais o aeroporto internacional.
Mais uma infraestrutura de transporte citada pelo governador é a conclusão da F-118, ferrovia que liga o Porto do Açu, no Norte Fluminense, à cidade de Anchieta, no Espírito Santo. Essa é uma demanda que o estado já havia levado ao atual ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e considerada fundamental para o terminal se tornar mais rentável e escoar a produção de outras regiões do país.





