Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) dizem em conversas reservadas que se o presidente Jair Bolsonaro levar adiante sua ideia de reabrir o comércio a medida será barrada pela Corte. O Estado de São Paulo apurou que o Supremo não vai autorizar nenhuma ação que confronte as recomendações das autoridades de saúde do Brasil e do mundo com relação ao combate do novo coronavírus. A principal delas é o isolamento social.
Ontem, ao circular por regiões comerciais de Brasília e cidades satélites, o presidente afirmou que “estava pensando” em incluir mais categorias de trabalhadores na lista de serviços essenciais, autorizando mais pessoas a voltar para as ruas. Na semana passada, ele liberou o funcionamento de igrejas e lotéricas desta forma. A iniciativa, porém, foi barrada pela Justiça do Rio de Janeiro.
“Eu estou com vontade, não sei se vou fazer, mas estou com vontade de baixar um decreto amanhã: toda e qualquer profissão legalmente existente, ou aquela voltada para a informalidade, mas que for necessária para o sustento dos seus filhos, para levar o leite para os seus filhos, levar arroz e feijão para a sua casa vai poder trabalhar”, afirmou ao chegar no Palácio da Alvorada neste domingo, 29.
Nesta segunda-feira, 30, questionado sobre o assunto, Bolsonaro afirmou estar avaliando. “Se o Brasil continuar tendo seus empregos destruídos, vocês vão ver a desgraça que vai se abater sobre o País”, disse. “Nenhum tribunal vai subscrever nada que viole as prescrições da área de saúde”, afirmou um ministro do Supremo ao Estado. Um outro ministro consultado endossou o entendimento. Como o tema chegará a Corte, ele pediu anonimato.






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