George Washington de Oliveira Sousa, conhecido por suas inclinações bolsonaristas e um dos condenados por planejar um ataque à bomba no Aeroporto de Brasília, obteve autorização judicial para exercer o cargo de supervisor em um posto de gasolina no Pará. A decisão foi tomada pela juíza Francisca Danielle Mesquita, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), permitindo que Sousa cumpra sua pena em regime semiaberto e exerça trabalho externo.
Segundo informações do jornal O Globo, a defesa de Sousa alegou que ele recebeu uma proposta de trabalho no posto de gasolina, com horário de 8h às 18h nos dias úteis, destacando sua aptidão para o trabalho e a demonstração de sua reeducação.
Sousa foi implicado em investigações da Polícia Civil do Distrito Federal por transportar armas de fogo, dinamite, acessórios e munições de sua cidade natal no Pará para Brasília em novembro de 2022. O juiz Osvaldo Tovani, da 8ª Vara Criminal de Brasília, condenou Sousa a nove anos e quatro meses de prisão, salientando que seu objetivo era distribuir armamentos para indivíduos dispostos a desestabilizar o resultado das eleições que elegeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), buscando uma intervenção das Forças Armadas através da decretação do Estado de Sítio.
Além de Sousa, Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza também foram condenados. O juiz Tovani destacou que os três colocaram em risco a vida, integridade física e o patrimônio das pessoas ao colocarem dinamite em um caminhão-tanque carregado de combustível, durante as manifestações contrárias ao resultado das eleições presidenciais. Os três, juntamente com outros manifestantes não identificados, elaboraram um plano para utilizar uma bomba em locais públicos.
No entanto, o ataque não foi concretizado devido à intervenção de um motorista que detectou a bomba e a removeu antes de acionar as autoridades. O episódio ocorreu em 8 de janeiro de 2023.
Com informações do Brasil 247





