O tumulto generalizado que levou a prisão de 500 pessoas, suspeitas de cometerem crimes durante o show do Alok, na Praia de Copacabana, no dia 26/08, levou a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a realizar uma audiência pública, nesta segunda-feira (04/09), para tratar do tema. Além de deputados, estiveram presentes autoridades da segurança do estado e moradores da Zona Sul que, apesar de elogiarem a atuação policial no dia do evento, reclamaram da falta de um plano claro e mais objetivo de segurança para a região.
O delegado Gabriel Ferrano, titular da 19ª DP, explicou, inclusive, que novos protocolos serão adotados em eventos futuros. Dentre eles estão a expansão da análise de ocorrências para todas as delegacias da Zona Sul; a intensificação das ações de inteligência com policiais camuflados; interrogatório de envolvidos; e o investimento em publicidade para divulgação das plataformas on-line de atendimento. Segundo ele, há a possibilidade de atuação orquestrada de grupos criminosos.
“Nós sabemos de todas as mazelas que acontecem em eventos deste porte, mas esse teve contornos atípicos. Havia algo indicando um planejamento”, comentou Ferrano. “Foi um fenômeno diferente e a gente está se debruçando sobre isso para criar uma nova dinâmica nos próximos eventos”, completou o subsecretário operacional da Secretaria de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Lobasso, informando que as barreiras de contenção apreenderam 150 objetos como facas, tesouras e estiletes.
Dentre os indícios, a polícia elencou que diversas pessoas foram vistas com a mesma vestimenta (o que dificulta a identificação daqueles que cometiam os crimes), que diversos roubos aconteceram em diferentes pontos da orla, que grupos criminosos foram convocados previamente nas redes sociais, e que um “volume excessivo” de suspeitos foi conduzido à delegacia.
“Por mais que os moradores queiram a fomentação do turismo e do empreendedorismo, eles não querem a desordem e a balbúrdia. Cabe também parabenizar o trabalho da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. Se não fossem eles, a situação ficaria muito mais difícil e complexa, um transtorno gigantesco”, comentou o deputado Márcio Gualberto (PL), presidente da Comissão.





