A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) esteve no município de Magé, na Baixada Fluminense, para acompanhar a vigília da família de Rafael Silva de Souza, um catador de recicláveis de 25 anos que estava desaparecido há uma semana.
A comissão prestou apoio à família, que tem a convicção de que Rafael foi vítima de homicídio, sendo assassinado por um vigia que cobrava diárias para permitir que ele trabalhasse no lixão da região.
Seu corpo foi encontrado na quarta-feira (09) em uma área perto da Estrada Velha da Estrela (RJ-107), no trecho entre Piabetá e Petrópolis, por equipes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e da 66ª DP (Piabetá).
De acordo com relatos, foi a própria família que, após dias de espera sem respostas, se mobilizou para tentar encontrar o jovem. A Comissão esteve presente para oferecer apoio, acolhimento institucional e reforçar a luta por justiça.
A deputada Dani Monteiro (Psol), presidente da Comissão, reafirmou o compromisso da Alerj com a família de Rafael.
“A dor da família de Rafael é dilacerante. Um jovem que saiu para trabalhar e nunca mais voltou, deixando dois filhos, sendo um deles recém-nascido. Não podemos tolerar a impunidade. Estamos falando de um trabalhador vulnerável, vítima de um crime que seria um escândalo se acontecesse em uma área nobre da capital. A vida de um pai de família vale R$50? Vamos cobrar respostas das autoridades e seguir ao lado da família em busca de justiça”, declarou a deputada.
A Comissão informou que continuará a acompanhar o caso de perto, mantendo um diálogo constante com as autoridades e exigindo transparência nas investigações. Além disso, oficiará a Polícia Civil para obter informações detalhadas sobre as diligências em andamento.





