Trabalhadores do comércio e membros do Sindicato dos Comerciários realizaram, na quarta-feira (9), um protesto em frente a supermercados no Centro do Rio de Janeiro, com o objetivo de pressionar pela aprovação de um reajuste salarial real – ou seja, acima da inflação.
O movimento teve como principal foco a reivindicação de melhores condições salariais para os trabalhadores, que alegam estarem enfrentando perdas devido à defasagem dos seus rendimentos.
Com faixas e cartazes, os manifestantes percorreram os estabelecimentos comerciais da região central da cidade. O presidente do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer, afirmou que a luta está sendo particularmente difícil este ano, pois as negociações com os patrões têm sido frustrantes.
De acordo com ele, os empresários têm se recusado a oferecer um aumento real, apesar dos lucros cada vez mais expressivos das empresas do setor. Ayer destaca que, diante do cenário econômico e do crescente lucro das empresas, não há justificativa para a recusa em conceder um reajuste que, ao menos, acompanhe a inflação.
Em suas declarações, Ayer também sublinhou o aumento significativo do faturamento do setor supermercadista em 2024.
“Em 2024, o setor supermercadista brasileiro registrou um faturamento de R$ 1,067 trilhão, equivalente a 9,12% do PIB nacional. O número de lojas também aumentou, com um crescimento de 2,3% em relação a 2023, passando de 414.663 para 424.120 unidades. Qual a justificativa para não dar um aumento real para os trabalhadores?”, questionou o sindicalista.
Apesar das dificuldades nas negociações, que envolvem categorias como supermercados, shoppings, funerárias, lojas de material de construção e autopeças, Ayer afirmou que as conversas continuam ao longo desta semana, com o objetivo de chegar a um acordo que beneficie os trabalhadores.
O Sindicato dos Comerciários segue pressionando por um reajuste que não apenas repare as perdas inflacionárias, mas também garanta melhores condições de vida para os profissionais do comércio, que, segundo a entidade, têm sido negligenciados pelos empregadores, mesmo diante dos bons resultados financeiros das empresas.





