Comerciante é preso com uma tonelada de chocolate vencido em Duque de Caxias

Polícia aponta fraude em embalagens para enganar consumidores na Baixada Fluminense

Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de um comerciante acusado de vender alimentos impróprios para consumo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Cerca de uma tonelada de chocolate vencido foi apreendida em um estabelecimento comercial na quarta-feira (18).

De acordo com as investigações, o responsável pelo local, Humberto de Jesus Silva, adulterava as embalagens dos produtos para ocultar a real data de validade, informa o g1. A prática incluía a substituição por etiquetas com prazos futuros ou a supressão das informações originais, induzindo consumidores ao erro.

Esquema para enganar clientes

As apurações indicam que o comerciante mantinha um esquema estruturado para comercializar os chocolates mesmo após o vencimento. Ao alterar as datas, ele fazia com que os produtos aparentassem estar próprios para consumo, o que caracteriza crime contra as relações de consumo.

A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Baixada Fluminense (DRFC-BF), que já monitoravam o estabelecimento. Durante a operação, os policiais encontraram grande quantidade de mercadorias armazenadas de forma irregular.

Prisão em flagrante

O delegado responsável pelo caso, Cassiano dos Santos Conte, detalhou a conduta do suspeito e confirmou a prisão. “O comerciante adulterava ou suprimia as datas de validade para enganar o comprador. Ele foi preso em flagrante e responderá por crime contra as relações de consumo e por adulteração de produto alimentício”, afirmou.

Após a prisão, o material apreendido foi encaminhado para perícia, e o caso segue sob investigação para identificar possíveis ramificações do esquema e outros envolvidos.

Risco à saúde pública

Especialistas alertam que o consumo de produtos vencidos pode trazer riscos à saúde, especialmente quando há manipulação irregular das embalagens. A prática criminosa, além de prejudicar o consumidor, compromete a confiança no comércio e pode gerar consequências graves.

A Polícia Civil reforça a importância de que consumidores verifiquem sempre a procedência e a validade dos produtos antes da compra e denunciem irregularidades às autoridades.

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