Comandante Tomás Paiva diz que militares envolvidos em atos golpistas serão responsabilizados: ‘Exército não faz mais do que a obrigação ao cumprir a lei’

Chefe do Exército diz que é preciso ‘separar indivíduos da instituição’ e que não existe linha de ação viável para qualquer ilegalidade.

Nesta quarta-feira (14), o comandante do Exército, general Tomás Paiva, disse ao blog da jornalista Andréia Sadi, no portal g1, que é preciso afastar o sentimento de que uma eventual ilegalidade estaria, de alguma maneira, no “farol” do Exército.

Segundo Paiva, não só “não existe a possibilidade de isso ocorrer”, como “o Exército não faz mais do que sua obrigação ao cumprir a lei”.

“Temos que afastar sentimento de que isso (ilegalidades) está no farol, que isso pode acontecer. Não pode acontecer. E o Exército não faz mais do que obrigação ao cumprir a lei. Ponto e acabou”.

Paiva comentava a repercussão de militares envolvidos na trama golpista que, segundo a Polícia Federal, teve a participação de Jair Bolsonaro. Ele diz que é preciso separar instituição de indivíduos — e que todo e qualquer militar será responsabilizado por atentado à Constituição.

“Quem fez vai ser responsabilizado, mas é preciso separar indivíduos da instituição. O que eu quero com meu trabalho: tenho missão constitucional a ser cumprida. E não existe linha de ação viável para qualquer ilegalidade. É missão e cumprimento constitucional”, completa.

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