O governo federal anunciou hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça, Flávio Dino, assinarão amanhã (21) o decreto que institui o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano AMAS), que prevê investimento de R$ 2 bilhões em recursos do Ministério da Justiça e do BNDES para adoção e implantação de estruturas e compra de equipamentos para os estados da região.
O anúncio será feito juntamente com outras medidas, que segundo o governo federal, visam ao fortalecimento da política de segurança pública no país. Na cerimônia, Lula irá antecipar ainda a liberação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para os estados e para o Distrito Federal — que, em 2023, somam mais de R$ 1 bilhão.
A medida vem na esteira nos números divulgados hoje que atestam que a taxa de mortes violentas intencionais nas cidades da Amazônia Legal foi 54% superior às do restante do país no ano passado, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira, 20, inclui dados de homicídios, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
A taxa de mortes por 100 mil habitantes na Amazônia Legal, que abrange nove estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão) chegou a 33,8 enquanto no Brasil o índice foi de 23,4. Pelo menos 425 cidades da Amazônia possuem taxas de mortes violentas superior à média nacional.
Com informações da Veja.





