Com emprego recorde, 13º salário impulsiona injeção de quase R$ 370 bilhões na economia

Baixa histórica no desemprego e pagamento do abono devem beneficiar mais de 95 milhões de brasileiros até dezembro

O avanço do emprego formal no país fortaleceu o impacto do 13º salário em 2024. Até dezembro, a remuneração extra deverá movimentar aproximadamente R$ 369,4 bilhões na economia nacional, valor equivalente a 2,9% do Produto Interno Bruto. O montante considera pagamentos ao conjunto de trabalhadores com carteira assinada, inclusive empregados domésticos, além de aposentados e pensionistas dos regimes federal, estaduais e municipais.

O cenário positivo é impulsionado pelo ritmo atual do mercado de trabalho. Nesta sexta-feira, o IBGE informou que a taxa de desemprego atingiu 5,4% em outubro, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O indicador reforça a tendência de aumento no número de brasileiros aptos a receber o abono de fim de ano.

Quem recebe o 13º salário

Segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 95,3 milhões de pessoas devem ser beneficiadas pelo pagamento. O valor médio esperado é de R$ 3.512, refletindo tanto o crescimento da massa salarial quanto a ampliação do número de vínculos formais no país ao longo de 2024.

A distribuição dos beneficiários é a seguinte:

— Trabalhadores formais (CLT ou servidores públicos): 58 milhões
— Empregados domésticos com carteira assinada: 1,47 milhão
— Aposentados e pensionistas do INSS: 35,76 milhões
— Aposentados e pensionistas da União: 915 mil

Impactos no consumo e nas finanças das famílias

O pagamento do 13º costuma provocar um reforço significativo no varejo e nos serviços, sobretudo nas áreas de alimentação, vestuário, viagens e itens para o lar. Para muitas famílias, a renda extra também se converte em alívio financeiro com o pagamento de dívidas ou renegociação de parcelas atrasadas.

Especialistas apontam que o efeito do abono costuma se espalhar por meses seguintes, impulsionando o consumo no início do ano e colaborando para o equilíbrio das contas domésticas, especialmente no período de despesas típicas como IPVA, material escolar e matrículas.

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