Com duas eliminações em Copas do Mundo no currículo, Tite se despede da seleção brasileira

O técnico da seleção brasileira, Tite, disse que esse foi o seu último jogo com a seleção brasileira. Em entrevista coletiva para a imprensa, no Catar, ele disse que “não tem duas palavras” e que se despede em paz: — Derrota dolorida, porém, em paz comigo mesmo. Fim de ciclo — confirmou o treinador. —…

O técnico da seleção brasileira, Tite, disse que esse foi o seu último jogo com a seleção brasileira. Em entrevista coletiva para a imprensa, no Catar, ele disse que “não tem duas palavras” e que se despede em paz:

— Derrota dolorida, porém, em paz comigo mesmo. Fim de ciclo — confirmou o treinador. — Não sou um cara de duas palavras, quem me conhece sabe. Falei há mais de dois anos. Existem outros grandes profissionais. Não estava jogando para ganhar e depois fazer drama, para permanecer. Antes, foi um processo de recuperação. Agora teve uma sequência inteira. Desempenho dos quatro jogos, o que aconteceu. Está aí para análise.

Tite deixa a seleção com duas eliminações em Copas do Mundo no currículo. Ele também foi campeão da Copa América em 2019 e vice em 2021.

As informações são do Globo online.

O treinador, no geral, não atingiu as previsões promissoras que gerou ao herdar trabalho das mãos de Dunga, em 2016, e ajustar a rota da seleção.

O treinador disse que preferia não fazer balanço neste momento, em que a emoção está à flor da pele:

— O tempo responderá melhor. A emoção está aflorada. Com a certeza absoluta, as pessoas vão fazer essa avaliação devida. Em cima de uma derrota, não tenho condição de fazer.

Tite também foi questionado sobre o fato de ter colocado Neymar em quinto na lista de batedores de pênaltis, por qual motivo não quis abrir a sequência com o camisa 10:

— Ele é o quinto e decisivo pênalti. Maior qualidade, mentalmente, mais bem preparado para fazer a cobrança.

Sobre o fato de o Brasil ter sido surpreendido no final da prorrogação, quando tinha 1 a 0 no placar e tomou gol de contra-ataque, Tite respondeu:

— Estávamos numa ação ofensiva, colocando volume, com jogador de detenção na frente. No que foi quebrada a bola fica no vai e vem. A bola puxa a fundo. Fechamos a parte central. Vem para trás, finaliza, desvia e entra numa única finalização. Uma única finalização da Croácia — declarou Tite, que também respondeu se esta foi a melhor versão da seleção: —Na média geral sim, a melhor versão. Talvez tenha faltado a melhor conclusão nas jogadas criadas. Tem uma garotada surgindo.

Perguntado sobre as substituições, que foram alvo de críticas, Tite disse que fez o que entendeu ser possível na partida:

— Tem o Rodrygo, jogador de qualidade e técnica individual. A jogada do nosso gol teve a participação dele. O Antony entrou bem outras vezes, e o Pedro, para fazer o pivô de área. Teve a cãibra do Militão e o desgaste do Paquetá. Mas eu entendo absolutamente a dor e todas as críticas — O que faltou? Talvez tenha faltado maior efetividade na conclusão das jogadas.

O auxiliar técnico Cleber Xavier pediu a palavra e complementou:

— A gente teve 11 finalizações, eles não conseguiram entrar na nossa área. Faltou efetividade, mas o goleiro deles também foi muito bem.

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